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21 de outubro de 2009

Dança do Ventre em Dubai

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Sumida, eu sei. Muitas coisas para fazer, muito atolada! Demorei, mas cheguei com novidades! :)

Dança do ventre, isso mesmo! Foi assim: uma amiga brasileira, a Mi, fofíssima e super gente boa, dava aulas de dança no Brasil (ela tinha uma academia de dança em SP); veio para Dubai no meio do ano passado para fazer umas apresentações de dança e, no final do ano, veio para ficar!
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Conversando, ela deu a idéia de eu e outra brasileira fazermos... e nós topamos! Há um mês começamos a ter aulas 2 vezes por semana na casa da Mi; estou AMANDO!!! É muito legal!
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Os movimentos não são fáceis e exigem um certo esforço fisíco (nas primeiras aulas eu fiquei TODA doída). Mas é muito gostoso e envolve muitas coisas: dança, música, relaxamento, consciência corporal, trabalho muscular, resistência, respiração, etc...

Enfim, estou gostando muito! Quem quiser se aventurar, seguem abaixo os contatos da Mirlene, minha professora:
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Bellydance in Dubai:
Mirlene Souza (lessons, workshops, shows)
Mobile: 050 8564987
As aulas são no Greens.
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Beijo grande! Ju.

18 de junho de 2009

As mulheres de Dubai

Fonte: Getty Images.

Recebo muitas perguntas sobre as mulheres: Como é viver em Dubai do ponto de vista feminino? Como as mulheres se vestem em Dubai? Como são tratadas?

Dubai é considerado um dos Emirados mais flexíveis, vamos dizer assim. O tratamento com relação às expatriadas é distinto do dispensado às locais, obviamente. Nós, estrangeiras, não precisamos andar com nenhuma roupa especial: nem burcas, niqab, muito menos hijab (cada um é de um jeito, mas eu sempre me enrolo para saber qual é qual).

Podemos ir à praia com nossos biquínis (topless JAMAIS), já sabendo que haverá muitos trabalhadores das obras que ficarão olhando para você como um faminto olha para um prato de comida. Eles não falam nada, mas andam em bandos e muitas vezes param do seu lado (a menos de 2m de distância) e ficam te olhando, na maior cara de pau. Já vi váriasss vezes as gringas gritando com eles, colocando eles para correr...rsrsrs...
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Então, as mulheres aqui andam como querem. Eu nunca gostei de usar roupa curtíssima no Brasil, quem dirá aqui; sempre evito. Mas tem muita gente aqui que usa bem curtinho mesmo e não liga não.
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Talvez por isso o governo tenha criado uma campanha para que as pessoas andem com trajes mais, digamos, comportados. Colocaram até avisos nos shoppings, como esse aqui ao lado. Minha opinião é a seguinte: devemos andar conforme a carruagem. Se andar com roupas muito curtas e decotadas, topless, etc, ofendem a cultura predominante, vamos evitar!

As mulheres locais andam com suas roupas (que variam - de rostos totalmente cobertos a só um paninho sobre o cabelo, de leve) e, assim, todas convivem em harmonia. Antes de chegar aqui, ouvi e li muita coisa dizendo que as pessoas não podiam falar com as mulheres árabes senão podia acontecer isso ou aquilo. Bom, é claro que nunca tentei falar com nenhuma delas no meio da rua; não faço isso nem no Brasil, imagina se vou fazer isso em Dubai.
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Pela minha experiência com as locais da faculdade, posso dizer o seguinte: a maioria é muito simpática e inteligente. São totalmente antenadas, compram roupas da moda, usam maquiagem todo dia (a maioria esmagadora - e estamos falando de maquiagem pesada, não é um batom básico não), tem o modelo de celular mais moderno do mercado. A maioria (99%) trabalha. Tive um trabalho em dupla e fiz com uma local. Super tranquilo, ela é super bacana, e ainda me contou várias coisas sobre a cultura deles, que um dia vou escrever aqui!

Outro dia aconteceu uma coisa engraçada: eu e mais 2 brasileiras (uma delas conheci por meio do blog!) fomos tomar um suco no Madinah (foto ao lado).
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Estávamos lá colocando o papo em dia quando, de repente, uma mulher local, vestida com a roupinha - acho que era abaia -, super animada parou do lado da uma delas e tirou um retrato com...AS COSTAS DELA, pois minha amiga estava com uma blusa de alça!!! Depois do clique, a tal senhora deu um aperto na buchecha da minha amiga, como fazemos com crianças e foi embora, feliz e contente! Olhamos uma para a cara da outra e caímos na gargalhada! Foi bem hilário!
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Na faculdade, não percebi nenhum tratamento diferenciado com relação às mulheres. Tenho professores de ambos os sexos; todos os alunos sentam juntos, sem nenhuma diferença.

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No mercado de trabalho, não posso afirmar. Ninguém nunca comentou comigo sobre algum tipo de preconceito.

No mais, como eu já disse, o marido precisa autorizar certas atividades da esposa; por ex., tirar carteira de motorista ou trabalhar. Para mim, é mais uma burocracia adicional.
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Ah, uma última coisa: é possível encontrar algumas profissionais do ramo do "entretenimento", especialmente em lugares da moda. Muitas vem da Rússia e Filipinas.
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É isso!!! Bom final de semana!
Bjs, Ju.