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18 de agosto de 2010

Violência no Primeiro Mundo?!?


Gente, desculpe o sumiço! Ando sem inspiração... Enfim, enquanto isso, quero dividir uma história com vocês.

Nós, brasileiros, tendemos a reclamar do nosso país, achar que tudo de pior está no Brasil. O bom é morar no exterior, onde "tudo funciona, tudo é perfeito". OK, concordo que temos MUITO a melhorar, que o nosso país tem muita corrupção, violência, desilgualdade social, etc. Mas somente quando moramos fora é que começamos a enxergar com mais clareza que:

-O nosso país é maravilhoso, mesmo com todos esses problemas, simplesmente porque é NOSSO.
-As pessoas no nosso país são únicas e queridas em boa parte do mundo (OK, tem gente que não gosta de brasileiro, mas pela minha experiência é exceção);
-Todo país, incluindo aqueles mais desenvolvidos que o Brasil, tem seus problemas. TODO.

É muito difícil você morar num país no qual você não tem um porto seguro, um sistema com o qual contar, mesmo que corrupto e falho. Só quem mora ou já morou fora sabe do que estou falando.

Para comprovar tudo isso que falei acima, quero dividir o caso da Mirelle com vocês. A Mirelle casou com o Léo, também brazuca, e foi morar com ele em Lyon, França. Ela criou um blog super bacana chamado "13 anos depois". Não, não a conheço; apenas achei seu blog por acaso e, desde então, acompanho suas aventuras.

Na luta diária para aprender o idioma, entender a cultura, se acostumar com a nova rotina, aconteceu uma coisa muito chata. Ela foi agredida por um homem no meio da rua, sem mais nem menos. Para piorar a situação, na delegacia foi constragida e tratada como culpada pelo policial. Para ler a história na íntegra, clique aqui.

Uma situação que não desejo para ninguém. Enfim, só para nos provar que situações absurdas, grotescas e injustas acontecem em qualquer lugar.

11 de maio de 2010

Dubai Verde e Amarelo no Twitter

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Essa onda de Twitter virou febre, né? Confesso que nunca fui muito adepta a modismos e tendências, mas andei pensando e acho que micro-blog poderia ser uma ferramenta útil.
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Por exemplo, às vezes quero falar sobre um tópico mas não tenho assunto suficiente para escrever um post. Aí que entra o Twitter: por meio dele posso contar para vocês as novidades mais curtinhas e mandar um alô quando estiver meio sem tempo de escrever posts mais elaborados.
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Vamos ver, não sei se vou ter paciência/tempo para mais esse "brinquedinho", mas a intenção é boa! Para quem quiser conferir, é só dar uma olhada na barra do lado direito. Fiquem de olho nas novidades ;)

Abraços, Ju.

8 de maio de 2010

Ainda sobre a televisão em Dubai


Além dos canais internacionais, eu gosto muito de um canal local que se chama "Dubai One". Geralmente, nele passam séries americanas e muitos filmes (cortados, como eu disse), então é uma opção válida.

Algumas considerações sobre o Dubai One:

- Temos aqui nossa versão do Jornal Nacional, com nome "Emirates News", que passa em inglês. Até que é legalzinho, mas às vezes chega a ser meio cômico. Vou explicar. Primeiro, o figurino do povo. É assim, tem um grupo que reveza, cada dia um apresenta o jornal. Entre os homens, um deles apresenta de roupa local de árabe e os demais de terno. OK. Mas a mulherada é TRISTE. Roupas brilhosas, apertadas, coloridas demais, enfim...

- Metade do jornal é dedicada à agenda do Sheikh de Dubai. O que ele fez, com quem, onde, quando, chegando até a falar de alguns parentes dele. O pior é que o nome deles é enormeeeee, e os apresentadores tem que falar o nome COMPLETO cada vez que se refere a ele, e também suas funções ("Ruler of Dubai and UAE Vice President and Prime Minister Sheikh xxx")... humpf, cansativo. O dia da inauguração do metrô, por exemplo, teve cobertura AO VIVO, sensacional! Nossa, ótimo sonífero ficar vendo dezenas de pessoas com pijaminha branco andando atrás do Sheikh (zzzzzzzz...).

- Agora vem o pior: no jornal Emirates New eles abrem um espaço para o público enviar, por email, sugestões e críticas. OK. Outro dia uma pessoa mandou um email pedindo emprego; OS CARAS COMENTARAM O TAL EMAIL AO VIVO...Gente, vocês conseguem imaginar isso no Brasil? O Willian Bonner lendo um email do Zé das Coves pedindo para ser repórter??? Também tem os emails enviados pelos expatriados reclamando que o país deles não é foco do jornal. Eles leem e respondem, para minha surpresa. Que canseira!

- Eles exibem séries americanas diferentes cada mês. Ou seja, mudou o mês, mudou a série. Se você estava acompanhando e queria ver a continuação, problema é seu.

Tirando esses detalhes, o canal é bem legal, eu gosto... confesso que essa confusão toda até deixa a coisa mais divertida...rsrs.

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ps.: Pessoal, desculpem o sumiço. Não é fácil administrar as tarefas pessoais e o blog. Às vezes um post me demanda horas para prepará-lo; outro dia passei uma hora e meia respondendo um email para uma pessoa que me contactou por meio do blog. Além disso, preciso estar inspirada para escrever, e tem dias que não rola. Espero que entendam. E também espero voltar em breve com mais novidades.

Bjs, Ju.

30 de março de 2010

Estou na área

Gente, tô sumidassa, eu sei! Me perdoem, mas tenho excelentes motivos! Estou com visitas do Brasil (obaaaa). Família super querida veio nos ver, MUITO BOM!! E, além disso, estou SUPER enrolada com meus estudos.

Por esses motivos, ando totalmente sem tempo para escrever e para responder aos emails que algumas pessoas me enviaram; sorry! Aos poucos vou tentando colocar a casa em ordem (muito lentamente, pois o período só termina no final de abril...até lá, ralação intensa).

Assim que tiver um tempinho volto para contar coisas novas para vocês (e vou respondendo aos emails, devagar e sempre).

Bjs, Ju.

11 de março de 2010

As várias faces da mentira

Mentir ou não mentir, eis a questão. Bom, na minha cabeça a coisa funciona da seguinte forma: existem dois tipos de mentira: a mentira "branca", vamos chamar assim, que é aquela usada para não magoar os outros ou para faltar o trabalho naquele dia em que você levantou com o pé esquerdo, por exemplo. Essa todo mundo já contou, tenho certeza.
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Eu acho aceitável esse tipo (com limites), pois não dá para ser SUPER SINCERO o tempo todo, né? Imagina, uma amiga pergunta, quase depressiva "Tô gorda?" e você responde "Sim, tá péssima, vai correndo fechar essa boca pelo amor de Deus"??? Não... você fala com jeitinho "imagina, você só está um pouquinhoooo acima do peso, mas nem dá para notar direito". E por ai vai.
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O outro tipo é aquele maldoso, aquele usado para enganar o outro com vontade. Eu odeio esse tipo. Nunca gostei e não acho legal gente que mente o tempo todo. O engraçado é que algumas pessoas mentem tanto que, além de acabarem acreditando na própria mentira (creem no mundo de bob que elas inventam), se contradizem o tempo todo. Afinal, ou você é um mentiroso brilhante e inventa uma trama perfeita e bem concatenada, ou se dá mal (na gíria, "come bola"), que é o que acontece 95% das vezes.
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Eu tenho um colega que é assim: mente muito, toda hora, o tempo todo. Mentiras bobas, sem finalidade; mente por mentir. E, pior ainda, gosta de envolver terceiros na mentira (erggggg, isso é de matar). Sabe aquela pessoa que fala: "Eu disse para minha mãe que estou na biblioteca e estou aqui na sua casa; então, se ela ligar, diz isso ou aquilo". Pô, porque não fala a verdade, cidadão???? E não me envolve não, se vira aí.
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E, como tudo, tem sempre o outro lado da moeda: aquela pessoa que só diz a verdade. Haja o que houver, ela está ali para te dizer o que você precisa ouvir (mas, por certo, não quer). Conheci uma menina assim também; "não, não, não, nunca minto". Um dia, indo viajar para o exterior, o oficial da alfândega pergunta:

- "Essa mala é sua??"
- "Não, senhor!"

E aí? Ficou três horas na alfandêga, foi bombardeada com mil perguntas (pois, se não é dela, alguém deu a mala para ela embarcar e poderia ser tráfico, etc.) e, portanto, perdeu o voo. Isso porque pergou a mala emprestada com uma prima... ai já é DEMAIS...rsrs.
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Bom finde!!
Ju.

22 de fevereiro de 2010

Indo ao ginecologista em Dubai

Confesso que adiei o máximoooo que pude, pois a idéia de ir ao ginecologista nos Emirados estava me deixando um pouco tensa. Ultrapassado o medo tendo em vista a necessidade, vamos lá! Fui a uma médica alemã indicada por uma brasileira.
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Consulta às 15:00, chego 15:10 (me perdi) e sou atendida 15:12 (nossa, que delícia!!! no Brasil eu mofava 3h, no mínimo). A enfermeira me pesa, avalia minha pressão, verifica minha temperatura. Cinco minutos depois, estou com a médica. Muita simpática, conversamos sobre meu passado, meu presente, etc.
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A salinha de exame dela fica ao lado, vou para lá. Ai que começa o PROBLEMA. Diferente do Brasil, aqui você tira a parte de baixo da roupa e fica lá, livre, leve e solta...rsrrs. Nem um aventalzinho eles te dão para tentar dar uma "quebrada no clima". Aí, desse jeito, você senta numa cadeira igual de dentista (não cama como no Brasil); a médica chega, faz a ultra sonografia e o exame, sem nenhum lençol separando o paciente da médica, nada. Ou seja, você fica de cara para a médica, vendo tudo (e a enfermeira também). Horroroso e constrangedor. Depois disso, você coloca a roupa e vai conversar com ela.
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Conversa vai, conversa vem, ela pede alguns exames de sangue. Ao contrário do Brasil, a própria médica colheu o sangue, ali mesmo. Achei isso o MÁXIMO!!!! Sem aquela chatice de ter que ir outro dia na laboratório, etc. Tá, fiquei assustada quando ela colocou o elástico e, em pé, apoiou meu braço na perna dela...ou seja, qualquer bobeada, sabe-se lá onde aquela agulha ia parar (meu braço ficou roxo até).
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RESUMO DA ÓPERA:
(-) O preventivo em si prefiro o jeito do Brasil, pois é menos constrangedor. Além disso, estranhei o fato dela não ter examinado a parte superior. Mas no final da consulta ela me disse que faria isso na próxima consulta (?).
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(+) Achei bárbaro o fato de fazermos a ultra e o exame de sangue ali mesmo; economiza um tempo enormeeee! Sei que no Brasil alguns consultórios também fazem ultra, mas são exceção. Amei também não ter que esperar 3h para ser atendida.
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Outra coisa curiosa: essa brasileira que me deu a indicação me disse que já é a quarta médica que ela tenta; as anteriores tinham um jeito estranho de examinar, pois nem tocavam na paciente (??)....vai entender!

Bjs, Ju.

3 de fevereiro de 2010

A justiça nos Emirados

Dia da primeira aula de penal II. Esse momento é muito esperado pelos estudantes, pois passamos a analisar os crimes propriamente ditos. Estávamos esperando o professor chegar quando, de repente, entra na sala uma figura ímpar: terno impecável, cabelo arrumado e sapato reluzindo (aquele modelo preto e branco, sabe?); uma figura digna de filme do Al Capone.

A peça tratava-se de um advogado criminalista famoso, que defendia criminosos ricos e/ou famosos. Segundo ele, até um cantor famoso encrencado havia o procurado na época para fazer um orçamento, mas desistiu pois achou muito caro (rsrs). Vai saber.

No meio do teatro (característica desses advogados que fazem tribunal do júri), ele disse uma coisa que me marcou até hoje. Ele disse:

Defendo os criminosos sim. Somos seres humanos; todos temos o direito de errar e, quando o fazemos, temos direito a defesa. Só tem um crime que eu não defendo.

Nos entreolhamos pensando qual seria... Em seguida, depois de um certo suspense, ele continuou:

O crime de estupro.

Segundo o professor, os criminosos sabem muitos crimes pelo número do artigo do código penal (no caso do estupro, art. 213). Então, quando chega um 213, ele tem que ficar em cela separada, senão podem ser agredido ou morto pelos demais. Ou seja, os próprios presos repudiam tal crime.
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Aqui nos Emirados nós ouvimos muitas histórias. Outro dia uma notícia na revista The Economist me deixou muito surpresa: uma inglesa de 23 anos, descendente de paquistaneses, veio passar o Ano Novo em Dubai. No dia 31, ela e o noivo foram a uma festa em um hotel cinco estrelas. Como a maioria costuma fazer nesse dia, ela bebeu para comemorar; no meio da festa, resolveu ir ao banheiro e lá foi estuprada pelo garçom.

Ela e o noivo foram à delegacia para comunicar o ocorrido; bingo, prisão decretada! Do estuprador? Não, da inglesa. Durante o interrogatório, ela confessou ter bebido e também que tinha relações com seu noivo. Na revista não fala nada, mas ficou subentendido que a menina era muçulmana.

Nesse caso (uma festa em um hotel), que eu saiba não é proibido beber (desde que você não seja muçulmano). Entretanto, a lei aqui proíbe que homem e mulher morem juntos ou dividam quarto de hotel sem que haja vínculo matrimonial ou familiar entre eles (isso vale para nós também).

Segundo a reportagem, a inglesa está proibida de sair do país enquanto aguarda o julgamento. Leia a íntegra do texto aqui.
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Update (04/02/2010): Segundo a BBC, foram retiradas as acusações (i) contra o casal (crime: relações fora do casamento); (ii) contra o garçom indiano acusado do estupro. Entretanto, eles ainda responderão por terem consumido bebidas alcoólicas. Leia a íntegra aqui.

24 de janeiro de 2010

Projeto 12 livros em 12 meses

Estou fazendo parte desse projeto bacana lançado pelo blog Diário de Leituras.
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A idéia é muito simples: ler doze livros em 2010, um por mês. Ao final de cada mês, devemos postar aqui uma resenha com linhas gerais sobre o livro e se eu gostei ou não. Aqui do lado vou por a lista com os livros que pretendo ler.

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LIVRO DE JANEIRO/2010

Título: "Mentes perigosas: o psicopata mora ao lado"

Autor: Ana Beatriz Barbosa Silva

A idéia do livro é interessante: falar sobre os psicopatas, como agem e pensam, como identificá-los na multidão, como evitar ser vítima, etc. Acho que nos dez primeiros capítulos a autora é muito redundante; além disso, o livro é escrito de forma extremamente informal e simplista (entendo o propósito que deve ser atingir o grande público, mas não me agradou muito). Por isso, no meu ponto de vista, o livro deixou muito a desejar; como a autora é doutora no assunto, eu presumo que muitas informações valiosas foram deixadas de fora.


Obs.: Na realidade, o livro fica um pouco interessante no capítulo 10, no qual ela explica a origem da psicopatia. A discussão trazida pelo último capítulo também achei boa; segundo a autora, atualmente a cultura da nossa sociedade está baseada em 3 princípios: o individualismo, o relativismo (os fins podem vir a justificar os meios) e o instrumentalismo ("o valor das pessoas e das coisas se resumo no que elas podem fazer por nós"). Concordo!!!! Segundo ela, este cenário estaria criando um ambiente propício para o estilo de vida do psicopata.

Bjs, Ju.

17 de janeiro de 2010

Um ano de vida!

l. Anne Geddes (http://www.annegeddes.com)..
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Antes de qualquer coisa, quero desejar um Feliz 2010!!! Que todos nós tenhamos um ótimo ano.
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No dia primeiro, o Dubai Verde e Amarelo completou um ano de vida! Estou muito satisfeita com os resultados até o momento: muita gente bacana passou por aqui; recebi muitos emails e acredito ter conseguido ajudar uma boa parte da "galera" (carioquês, ops). Conheci pessoas muito especiais por meio do blog (algumas são minhas amigas até hoje; outras apenas passaram). Enfim, tem sido uma experiência muito construtiva e espero que em 2010 seja ainda melhor!
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Seguindo aquele ditado “Ano novo, vida nova”, estou pensando em mudar algo por aqui: o layout, as cores, inserir umas coisinhas, sei lá. Confesso que ando meio preguiçosa para iniciar o projeto, pois isto me tomará muito tempo, mas vamos ver... Se eu conseguir me animar, em breve teremos novidades!!!
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Enquanto isso, termino esse post com fotinhos que tirei há algum tempo na Sheik Zaed Road (o Burj ainda não tinha inaugurado). Eu e as minhas fotinhos...Espero que gostem!
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Beijos e até breve.
Ju.
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ps.: Amo Anne Geddes.
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24 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL!!!!!

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Queria desejar um Feliz Natal para vocês!!!

Muita paz, harmonia e felicidade!

E um 2010 repleto de alegria, força, amor e esperança de dias melhores!

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ps.: Sobre o post anterior, no qual eu me questionava se devemos fazer o bem sem olhar a quem sempre, cheguei a algumas conclusões. Devemos fazer o que nos faz bem. Se o fato de ajudar, mesmo sem retribuição, nos faz bem, então VAMOS AJUDAR! Não importa se o outro não reconhece, não retribui, ou não merece.
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Entretanto, se continuar ajudando essa pessoa mal-agradecida nos deixa mal, nos atinge, devemos parar.
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Outra conclusão que cheguei é realmente o mundo dá voltas...Essa pessoa que não te ajuda quando pode hoje fatalmente vai precisar da sua ajuda amanhã. Como são as coisas, né? Então, no final das contas, o universo se encarrega de “dar o troco”.
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Beijos, Ju.

21 de dezembro de 2009

Fazer o bem sem olhar a quem...sempre?


Faltam apenas 4 dias para o Natal. E, já entrando no clima natalino, é que entra a minha pergunta: devemos sempre fazer o bem, sem olhar a quem, sem esperar retribuição?
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Não estou dizendo que devemos fazer o mal, claro que não. Porém, às vezes temos a chance de fazer o bem para uma pessoa e não o fazemos, por falta de vontade ou por por achar que aquela pessoa não merece; enfim, por uma série de motivos, não fazemos. É assim que deve ser, cada um por si?
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Essa pergunta anda martelando minha cabeça ultimamente e vou explicar o porquê. Eu me considero uma pessoa que faz o bem para as pessoas, sem olhar a quem e sem segundas intenções (meu marido, que é a pessoa mais sincera que conheço, concordou comigo...rsrs).
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Então, estou sempre tentando ajudar, na medida do possível, claro. Esse blog já é um sinal disso. Respondo vários emails por mês, alguns deles me exigem pesquisa e mais de uma hora de dedicação...Enfim, não vou ficar aqui listando minhas qualidades (rs), mas o fato é que no geral eu ajudo as pessoas e faço isso pelo simples prazer de ajudar.
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Tá, e daí? E daí que essas mesmas pessoas que eu ajudo, quando tem oportunidade de fazer o mesmo, não fazem. Elas não são obrigadas, ok. Mas depois disso acontecer repetidas vezes começo a me perguntar se EU devo continuar ajudando tais pessoas. Devo?
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Sei que devemos fazer o bem sem esperar retribuição, tá certo. Mas continuar ajudando uma pessoa que não me ajudou quando podia me incomoda! Ainda preciso evoluir muito espiritualmente para chegar a conclusão de que esse comportamento é aceitável... e, depois disso, continuar ajudando essa mesma pessoa. Como sou meio bobona, eu continuo ajudando mesmo assim, mas não vou dizer que me sinto totalmente confortável.
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Imagino que esse tipo de situação tenda a ocorrer ainda mais aqui, onde existem muitas relações baseadas em interesse (de todos os tipos); impressionante. Tolera-se uma, duas; na vigésima, começo a me questionar.
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O que vocês acham? Também se sentem iludidos quando isso acontece com vocês ou já estão num nível de desenvolvimento superior ao meu e aceitam super bem?
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Update: minhas conclusões neste post.

16 de dezembro de 2009

Estudar em Dubai

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Queria contar para vocês algumas coisas sobre o ensino em Dubai, já que estou estudando aqui. Desde o procedimento para entrar até fatos curiosos do cotidiano.
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Então, resolvi fazer escrever 2 de posts sobre esse assunto; este é o primeiro.

Minha faculdade fica no Knowledge Village (KV). É um lugar onde se concentram a maior parte das universidades e cursos de Dubai; isso mesmo, todos ficam num mesmo local, como se fosse um campus "comunitário". E lá dentro tem uma praça de alimentação, igual a de um shopping. Essa foto que abre o post foi tirada lá. Fora do KV, tem um outro local com algumas universidades também, chamado Dubai International Academic City (DIAC).

Para fazer um curso, é preciso passar por uma série de burocracias. Por ex., apresentar documentos escolares do Brasil (diploma e histórico da faculdade), devidamente carimbados e certificados.
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Além desses documentos, é preciso fazer uma prova de avaliação de inglês (IELTS ou TOEFL, depende da faculdade; muitas aceitam os dois). A nota mínima requerida vai depender do curso e da faculdade escolhida. Ah, tem umas cursos que pedem para o aluno prestar o GMAT (uma provinha de matemática e raciocínio lógico em inglês) e alguns outros documentos.
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Bjs e bom final de semana!

Ju.
ps.: Para ler o a continuação, clique aqui: Estudar em Dubai (parte 2).

21 de outubro de 2009

Dança do Ventre em Dubai

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Sumida, eu sei. Muitas coisas para fazer, muito atolada! Demorei, mas cheguei com novidades! :)

Dança do ventre, isso mesmo! Foi assim: uma amiga brasileira, a Mi, fofíssima e super gente boa, dava aulas de dança no Brasil (ela tinha uma academia de dança em SP); veio para Dubai no meio do ano passado para fazer umas apresentações de dança e, no final do ano, veio para ficar!
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Conversando, ela deu a idéia de eu e outra brasileira fazermos... e nós topamos! Há um mês começamos a ter aulas 2 vezes por semana na casa da Mi; estou AMANDO!!! É muito legal!
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Os movimentos não são fáceis e exigem um certo esforço fisíco (nas primeiras aulas eu fiquei TODA doída). Mas é muito gostoso e envolve muitas coisas: dança, música, relaxamento, consciência corporal, trabalho muscular, resistência, respiração, etc...

Enfim, estou gostando muito! Quem quiser se aventurar, seguem abaixo os contatos da Mirlene, minha professora:
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Bellydance in Dubai:
Mirlene Souza (lessons, workshops, shows)
Mobile: 050 8564987
As aulas são no Greens.
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Beijo grande! Ju.

29 de agosto de 2009

Voltando para casa II

Só para dizer que minha mala chegou!!!! :) No dia seguinte, como prometido, eles me ligaram e vieram entregar aqui em casa. Muito bom, nem acreditei!
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Ah, também queria explicar porque coloquei um socador de carne na mala de mão...rs. Foi o seguinte: como sempre, deixei para arrumar as coisas em cima da hora. Coloquei todos os utensílios de cozinha que comprei em um saco e enfiei dentro da mochila. Nem lembrei que tinha um socador dentro. Coisas da vida.
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Ainda estou me recuperando da viagem, diferença de fuso, lavagem de roupa suja, etc. Assim que terminar de por tudo em ordem, volto para falar sobre o Ramadã e, quem sabe, sobre o drama do álbum de casamento.
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Bjs e boa semana (amanhã já começa para nós).
Ju.

26 de agosto de 2009

Voltando para casa



É meio estranho dizer que voltar para casa seja voltar para Dubai; mas é verdade. Apesar de eu ser brasileira, amar meu país, sentir muitas saudades de todos, no momento Dubai é minha casa e confesso que senti falta de estar no meu espaço.

Depois de muitos encontros, almoços, abraços, chopps, é hora de voltar. Viajei pela Air France, fazendo conexão em Paris (o voo da Emirates estava lotado). Nosssaaaaa, que viagem mais cansativa: 11h RJ-Paris + 5 horas mofando no aeroporto + 6h40 Paris-Dubai. E, para deixar a aventura ainda mais "interessante", alguns outros detalhes:.

-Ambos os voos LOTADOS, sem nem um lugarzinho vazio para se esticar de vez em quando;
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-Chegando em Paris, consegui perder meu passaporte no avião por 20 minutos (desesperadores, por sinal). Pensei: só eu consigo fazer isso. Quando a aeronave pousou e todos já estavam de pé, aguardando aquela eternidade para a porta abrir, foi dito que deveríamos apresentar o passaporte na saída do avião. Fui pegá-lo na bolsa (cheiaaaa de coisa); com ele nas mãos, resolvi checar meu bilhete para Dubai. Nesse meio tempo, o passaporte SUMIU! Procurei tudo: virei a bolsa de cabeça para baixo, olhei na poltrona, no chão... Comecei a suar frio, já pensando nas consequências desse ato imbecil. Na verdade, que ato? Não fiz nada. Ele estava ali e, de repente, desapareceu. Uma onda de calor me atingiu, fui tirando pashmina, casaco, tudo... Fiquei esperando o povo descer, para procurar com mais "calma". Quando já estava mais vazio, chamei o comissário (que não falava português, óbvio). Começamos a procurar e eu, a essa altura, tremendo, CLARO, e quase chorando. Eu estava sentada na poltrona do corredor, no meio do avião. Um pouco mais a frente, nas poltronas do canto, tinham 2 adolescentes brasileiros que ainda estavam no avião. Eles nos perguntaram: "sumiu o passaporte?" Eu disse que sim e eles me entregaram, dizendo que estava 2 poltronas na frente da minha. UFAAAAA!!!! Sei lá como ele foi parar lá, mas é certo que vou ter que dar váriosssss pulos e gritos para São Longuinho!
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-Passado o susto, começou a maratona para chegar no portão de embarque do próximo voo que, claro, era lá do outro lado do aeroporto, com direito a pegar ônibus e tudo. Até chegar lá, tive que passar por três raios-x: só faltou pedirem para eu tirar a roupa. A pessoa encarregada vasculhou TUDO! Abriu até minha carteira que estava na bolsa. Elogiou minhas havaianas e, para não perder o serviço, reteve meu socador de carne que comprei na loja de R$1,99 (que, aliás, nunca tem nada que custa R$1,99). Poxa, ele era tão inofensivo. Trouxe do Brasil porque aqui todos são muito caros, não valem o custo-benefício; afinal, só preciso dele para dar umas pancadinhas nos bifes de frango...rs
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- O segundo voo foi bem, sem atrasos. Cheguei em Dubai, tranquilo, pensei: mais 30 min estou em casa. Doce ilusão. Já na esteira, esperando a mala: 10min, 20 min, nada. 30 min depois chegou a primeira mala. Mais 10 min e cadê a outra mala??? Acabaram as malas da esteira e nada da minha mala. Saco, era só o que faltava!!!! Lá vou eu para a fila de reclamações, quase meia-noite, para registrar o sumiço da outra mala. Ah, tranquilo...o que é ficar 30 min na fila esperando para quem já estava viajando há 25h?
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Quando achei que minha situação era ruim, prestei atenção no cara ao lado: também vindo de uma conexão, ficou sem mala nenhuma e, pior, sem suas chaves da casa, carro, etc., pois estavam na mala. Pior que isso: teve que ouvir piada do cara que recebia a reclamação que, rindo, disse "também, quem é que coloca as chaves de casa na mala???"Até concordo, mas por favor, né?!
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Isso tudo foi ontem. Fui dormir perto das 2h da manhã e levantei às 7h, tentando descobrir onde eu estava...ahahaha. É verdade, acordei sem saber direito onde estava, engraçado isso. Agora estou aqui, colocando a casa em ordem, escrevendo esse post - tentando não babar aqui no teclado - e aguardando a minha mala. Disseram que ela chegaria hoje aqui em casa. O pior é que dentro da mala estão várias coisas preciosas como, por exemplo, meu álbum de casamento! Nossa, depois do PARTO que foi para conseguir fazer a fotógrafa me entregar, só faltava essa! Mas isso é assunto para outro post...
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Morais da história: cuidado com conexões da Air France, especialmente quando a bagagem vai direto para o destino final; nunca deixe as chaves ou as coisas mais relevantes na mala que será despachada; nunca viaje com um socador de bifes de frango de alta periculosidade.
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Vou descansar...Bjs, Ju.

26 de julho de 2009

Efeito Borboleta

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Às vezes eu me pego pensando nas coisas da vida. Coisas engraçadas, coincidências inexplicáveis, fatos dignos de história de cinema. Quando vejo um filme que passa algum tipo de mensagem, fico dias pensando naquilo. Um filme que me levou a pensar em muitas questões foi "Efeito Borboleta"; se alguém não viu ainda, deveria ver, pois o conceito é muito legal. Meu pai tinha visto e me indicou, dizendo que era um barato...rs.
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O filme é baseado na Teoria do Caos; é sobre um jovem que tem o poder de voltar no tempo e mudar pequenas coisas que trazem GRANDES consequências em seu futuro. Tem um tempinho que vi esse filme, mas me lembro que no início o menino é meio nerd, nada popular. Aí ele volta ao seu passado, quando tinha 7 ou 8 anos, não sei. Nessa época, ele sofreu algum tipo de abuso de um homem, seu pai, eu acho, que tinha influência em sua vida adulta. Ao voltar, ele reage e evita que o homem faça mal a ele e a uma amiguinha.

Já no futuro, a situação tinha mudado completamente!!! Ele agora era popular, lindão, namorava a garota mais bonita, etc. Porém, com isso, ele trouxe consequências negativas também...desculpem, mas não me lembro direito quais. Salvo engano, elas envolviam a tal menina que estava com ele. Além da vida dele ter girado 180 graus, a pequena mudança trouxe consequência para terceiros também!

Enfim, o filme é impressionante. Ao meditar sobre ele, fico pensando em algumas coisas que gostaria de voltar atrás e mudar. Alguns pequenos detalhes, sem importância se eu contar aqui, mas que trazem muitas consequências para nossa personalidade, qualidades e defeitos na vida adulta.

Até mesmo depois de adultos escolhemos entre algumas opções e às vezes nos perguntamos: "e se...?". V. recebe uma proposta para um novo emprego, aceita. Gosta muito e não se arrepende. "E se eu não tivesse aceitado, como estaria agora?". Quando o caso é bem sucedido, a pergunta é mais rara; se vc aceita e odeia o novo trabalho, se pergunta "E se eu tivesse ficado?".

Acho que algumas dessas reflexões só nos fazem sofrer de arrependimento. Mas, por outro lado, outras nos fazem enxergar o quanto somos felizes e que, às vezes, vc precisa errar para acertar!
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ps.: Vi o "Efeito Borboleta 2" e detestei, achei péssimo. Parece que tem um terceiro, mas não vi ainda...

Um bjo, Ju.

5 de julho de 2009

O drama das cocadas

Minha vózinha linda faz umas cocadas perfeitas, maravilhosas. Eu simplesmente AMO. E, sabendo dessa minha paixão, ela criou o hábito de me dar cocadas de presente em momentos especiais (hummm...só de pensar fica com água na boca). A última vez que ganhei as cocadinhas foi antes de vir para Dubai. Minha vó preparou várias e meu deu, 1 semana antes de eu viajar.
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Guardei a 7 chaves e só dei umas poucas para a família do meu marido. O resto guardei para comer aqui, para me ajudar a combater a saudade ;)
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Quando meu marido descobriu meus planos, começou: "Você vai levar isso para Dubai?", "Tem certeza?", e repetiu isso umas 100 vezes até o dia do embarque. Na véspera da viagem, meu marido ME PERTURBOU muito na hora de fazer a mala. Dizia sem parar, freneticamente: "Pouca coisa, pouca coisa". Questionava cada coisinha que eu queria trazer, perguntando a utilidade daquilo, blá blá blá (depois dizem que mulher que fala para caramba..rsrs..ele vai me matar).
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Ele é do tipo que vai para o Brasil passar duas semanas com uma mochila! Apesar de eu não ser do estilo perua, daquelas que leva uma mala gigante para um final de semana, sou mulher, poxa!
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Como não deveria deixar de ser, ele encheu mais uma vez por causa das cocadas e eu disse que eu ia levar SIM e ponto final. Trouxe 2 malas grandes e 2 pequenas (em uma delas coloquei os docinhos).
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Já no aeroporto de SP, enquanto aguardávamos o voo que estava programado para 1:25 da manhã, ele avistou um daqueles cartazes que tem no salão de embarque dizendo as coisas que são proibidas e tentou de qualquer jeito encaixar as cocadas em um daqueles itens; Feijão? Não. Grãos e sementes? Não. Objeto cortante? Não. Planta? Não. Derivados do leite? Creio que não (etc). Cansado, ele enfim desistiu...rsrs
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Embarcamos, tudo ótimo. Tinha um time sei lá de que da Nigéria no voo, vestidos de verdinho como vcs podem ver na fotinho.
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1:20: nos preparamos para embarcar, tudo perfeito.
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1:25: nenhum sinal do avião começar a sair.
Achei estranho, pois geralmente esse voo sai na hora.
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1:50: nada ainda.
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2:00: o piloto anuncia que eles estão com problemas e que vai demorar.
Comecei a ficar meio preocupada, pensando o seguinte: quando a gente despacha a mala, eles não fazem raio-x na hora. Quando fazem? E se tiver algo proibido, o que acontece?
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2:10: o piloto anuncia problemas na BAGAGEM e diz que vai demorar.
Hã????? MEU DEUS. As cocadas. Na hora, não comentei nada com meu marido, óbvio. Mas comecei a ficar super nervosa pensando que as cocadas eram o pivô da situação. Na minha cabeça, passava a cena deles abrindo a minha mala, com cachorros, e achando o potinho com as cocadas.
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2:30: nenhuma novidade.
Cada minuto que passa fico mais tensa. Meu pensamento vai mais longe e visualizo os agentes da polícia federal entrando no avião e pedindo para eu acompanhá-los. Nisso, o time da Nigéria todo querendo me "juntar" por eu ser o motivo de horas de atraso...rsrs.
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2:40: o piloto avisa em português que a companhia ainda não conseguiu resolver o problema e, portanto, todos terão que sair do avião e identificar suas bagagens.
Aí pensei: eles acharam a cocada, mas não sabem de quem é...Vão ficar ao lado da minha mala esperando eu pegá-la para, a essas alturas, me levar presa. PIOR DISSO TUDO: perder as cocadas e escutar meu marido dizer, para o RESTO DA VIDA, no meu ouvido "eu te disse, eu te disse"...saco!
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2:42: no mesmo aviso acima, ao falar em inglês, ele já muda, dizendo que resolveram o problema e vamos embarcar!!!!!!
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UFA!!! Gente, que susto!!! Depois que estávamos voando contei para o meu marido os meus momentos de angústia e ele ficou rindo muito da minha cara, óbvio.
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Já em casa, fui pegar uma cocadinha e achei o pote mais leve (?!?!?!). Será que...?
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Ai que saudade!
Bjs, Ju.

23 de junho de 2009

Como deixar o cliente INSATISFEITO


Se tem uma coisa que fico indignada é: a falta de consideração de alguns profissionais com os clientes. Quando eu estava trabalhando como advogada, nossa prioridade número 1 era tal do cliente; virávamos noites e noites, perdíamos fins de semana, para ATENDER O CLIENTE. Afinal, o referido cliente pagava nossos salários e, sem ele, nossos serviços não tinham razão de ser (era até exagerada a coisa).

O fato é: 99% dos profissionais que eu encontro por aí não tem muita consideração. Quer dizer, essa é minha dúvida: seria falta de consideração, uma desorganização total ou incompetência mesmo??? Isso é absurdo pois, afinal, eles não são nada sem nós, os clientes. Eles não respondem emails ou demoram semanas para responder; quando respondem, a maioria das vezes é de forma incompleta. Aí o CLIENTE tem que ficar ligando para o "profissional" para cobrar uma resposta, pedir uma satisfação!!!! Ah, isso é o fim do mundo!

Tá aí uma coisa que ODEIO: ficar ligando para cobrar alguém...ainda mais de uma coisa que ela deveria ter feito! Pior ainda: quando eu paguei para esse fulano fazer a tal coisa. Eu acho que não estou pedindo muito; só gostaria de ter meu serviço prestado ou, caso algum problema tenha ocorrido, eu quero saber qual. Nesse último caso, o prestador deve explicar o que está ocorrendo; ligar, mandar emails completos esclarecendo, o que seja. E não o cliente ficar correndo atrás dele, como se tivesse pedindo um FAVOR - é assim que me sinto!

Pô, que saco... Esse pessoal tem que prestar atenção, pois o que acontece é (me toquei para o seguinte fato ao assistir uma aula de marketing): quando vc vende um serviço, o controle de qualidade é muito mais complicado. Existem várias fases (pré, durante e pós serviço). Qualquer deslize em qualquer dessas fases compromete a qualidade e...tchau cliente!

Por exemplo: vc vai viajar, compra passagem pela internet com muita rapidez (pré); chega no aeroporto, embarca sem atrasos, a comida está ótima, o voo foi lindo (durante); ao chegar para pegar sua mala, cadê? Sumiu por 1h, te fazendo esperar (pós): empresa fez cagada no final, comprometendo todo o serviço (tanto faz se o voo não atrasou ou se o entretenimento foi perfeito; o cliente só lembra da mala perdida...rs). Me diz aí: vc vai falar bem ou mal dessa companhia???

Será que isso é coisa de brasileiro? Coisa de carioca? Ou as pessoas, no geral, são assim?

27 de maio de 2009

PARABÉNS para mim!

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Hoje é meu aniversário! 28 aninhos!!!
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Há exatamente 1 ano, um amigo holandês me disse que era meu Gold Birthday. Eu perguntei o que seria isso e ele me disse que ocorre quando vc completa uma idade igual ao dia do seu niver. Eu estava fazendo 27 anos no dia 27. Ai eu perguntei que implicações isso me traria e ele não soube ao certo dizer.
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Procurei na internet e encontrei poucas coisas a respeito, mas percebi que era uma data diferente (crença boba? pode ser). Coincidência ou não, dias depois um furacão passou na minha vida e muita coisa aconteceu até o dia de hoje; coisas inéditas, tristes, boas, ruins, decepções. Posso afirmar: foi um ano marcante! Teve uma outra coisa também: não cantei parabéns...será que foi isso?
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Nessa linha, resolvi fazer uma lista das 28 coisas que marcaram esses meus 28 anos (li isso em algum lugar e achei uma boa oportunidade para uma reflexão). Então lá vai, algumas coisas marcantes, que podem ser boas ou ruins (e essas não estão em nenhuma ordem de preferência).

1. minha mãe
2. meu pai
3. a morte da minha mãe
4. a doença da minha mãe
5. meu marido (te amo)
6. meu casamento (ai, foi lindo! Um dos dias mais alegres da minha vida)
7. morar no exterior
8. ter tido a honra de ter as minhas alianças trazidas pelos meus avós paternos (eles completarão em junho 52 anos de casados): adoro vcs!
9. ter passado para uma faculdade federal
10. ter morado 1 ano sozinha com 17 anos
11. ter viajado sozinha com 20 anos
12. ter me apaixonado por uma pessoa que tem uma família tão especial
13. o mergulho na Tailândia
14. ter feito cirurgia nos olhos: ver o mundo sem óculos é muito bom
15. ter sido chefe de pessoas e, depois disso, saber que elas gostam de mim e ainda ser amiga delas (isso não é para qualquer um...rsrs...afinal, dê poder às pessoas e descubra quem elas realmente são, não é?)
16. a noite em que eu bebi algumas tequilas (muito marcante, principalmente a dor de cabeça no dia seguinte; sem comentários adicionais...rs)
17. ter carregado minha mãe nos meus braços, juntinho de mim, horas antes dela morrer
18. ter tido muita responsabilidade com pouca idade (lado bom e lado ruim...preferia ter pulado essa)
19. ter tido um chefe muito difícil por quase 4 anos (isso é pior do que ter marido/esposa difícil, já que passamos mais tempo no trabalho). Nossa, isso foi um pesadelo!
20. ter feito várias viagens com meu pai, de carro/avião/barco/canoa, eu e ele, ele e eu (e várias estórias para contar)
21. ter morado com meu pai um ano (figura das figuras...heheh...pai, te amo)
22. ter conseguido um estágio no escritório dos "meus sonhos" na época e ter sido efetivada nele
23. ter morado no interior durante parte da minha adolescência (para alegria da minha mãe e desespero do meu pai)
24. meu primeiro carrinho: o Bob!
25. estudar no exterior
26. ter andado de balão
27. minhas viagens com minhas melhores amigas (destaque para a viagem com a Mi para a Itália com 17 anos e todas as viagens com a Karla - saudades, amiga!)
28. Muitas e muitas surpresas com as pessoas: algumas me surpreenderam positivamente, enquanto outras, uma decepção só. Mas o fato é: algumas pessoas são interesseiras, inseguras, falsas// amigas, dispostas a ajudar sem nada em troca, simplesmente fofas. E elas agem assim quando você menos espera.
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É isso! Quando vc está morando no exterior, é estranho fazer aniversário. Não tem aquela coisa das pessoas ligando o dia todo para te desejar parabéns...

Bjs, Ju.
ps.: um bolinho de chocolate para mim :) Adoroooooo!
ps2.: Gente, meu marido fez uma surpresa e me deu um bolinho de chocolate lindo!!!!
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21 de maio de 2009

Mergulho: como tudo começou...

Março/09 - Bida Nok, Phi Phi, Thailand
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Para quem não sabe, nós temos um novo hobby: mergulhar!!!
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Meu marido que teve a idéia e eu, para falar a verdade, não me empolguei muito no início, por 2 motivos: (1) morro de medo de fundo de piscina - eu sei, é rídiculo, mas tenho, ué - e pensei que fosse ficar com medo do fundo do mar também; (2) meu ouvido sempre ficava doendo quando eu descia um pouquinho, então achei que eu tinha algum problema e não conseguiria equalizar.


Viajamos para a Tailândia em março e resolvemos fazer o curso lá, em Ko Phi phi. Gente, que lugar MARAVILHOSO! Um dos lugares mais bonitos que já fui!
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Lá ficamos hospedados numa praia chamada Leamtong Beach. Pesquisei antes e descobrimos que tinha um brasileiro que trabalhava em um dive center do lado do nosso hotel!!! A foto ao lado eu tirei em frente ao Leisure Dive Center! Olhem que lugar LINDO!
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O nome do nosso instrutor SUPER GENTE FINA é Cas!!!!! Então, assim que chegamos fomos no Leisure Dive Center fechar os detalhes. Como optamos por fazer o curso OPEN WATER DIVER, tínhamos que ter aulas teóricas, assistir vídeos, ter mergulhos em águas confinadas (na piscina) e, por fim, 4 mergulhos no mar.
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Conversei com o Cas sobre os meus medos/neuroses e ele me disse para ficar tranquila, que tudo daria certo!!! Ah, eu ainda tinha mais um medo: moréias!! Odeio cobras e só de pensar em passar perto de uma me dava arrepios....rsrs.
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No primeiro dia no mar, tínhamos 2 mergulhos: um em Hin Clain e o outro na Moskito Island.
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Foi MUIIIIITO legal!!! A visibilidade não estava muito boa (como vocês podem ver na foto ao lado), mas mesmo assim foi show!!!
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O Cas desceu com a gente, com muita paciência, e foi super tranquilo. Meu ouvido doeu um pouco, mas consegui equalizar sem problemas.
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Vi uma moréia que ficou quietinha no buraco dela - até dei tchau para ela...ahahah...Nesse dia, à noite, estávamos MORTOS!!!
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Vi na internet que em uma mergulho gasta-se cerca de 900 cal!!! Que maravilha!
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No dia seguinte fomos mergulhar em Bida Nok e Bida Nai. Pequenas ilhas que ficavam a 1h do dive center. A "inteligência rara" aqui fez o favor de machucar o pé minutos antes de embarcar (eu tropecei no cimento e simplesmente arranquei um pedaço da sola do meu pé).
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Mesmo assim, cheia de dor, fui mergulhar de curativo.
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Gente, quando chegamos lá e eu coloquei a cabeça dentro d`água, fiquei CHOCADA. Tínhamos uma excelente visibilidade (35m) e parecia um aquário gigante! Uma coisa linda de se ver. Era possível ver a areia no fundo do mar de tão clara que água estava. Foi lindo! Foi nesse lugar que tirei a foto que abre o post!
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Vimos o Nemo e vários outros tipos de peixes que nem sei o nome. Os cardumes passavam com centenas de peixe formando uma paisagem das mais lindas que já vi! No final, ainda vimos tubarões-leopardo. Quando o mergulho acabou e estávamos já na superfície, era possível ver os tubarões somente colocando a cabeça dentro d`água (snorkel)!!!!
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Acho que todo mundo deveria experimentar!!! É bom demais gente!!! No segundo mergulho meu pé doía tanto dentro do pé de pato que tive que tirá-lo e o Cas me rebocou parte do mergulho :(
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Depois que voltamos da Tailândia, começamos a procurar os pontos de mergulho aqui nos Emirados. De acordo com o que lemos, o melhor ponto é em Musandam (Oman). O pessoal de um dive center que pedimos informações disse que somente alunos avançados podem mergulhar lá :(
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Ai decidimos mergulhar em Dibba, que fica em um outro Emirado chamado Fujairah. Mergulhamos no final de semana passado... vou contar no próximo post!!!! Não percam! ;)
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Beijos e bom final de semana! :)
Ju.