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4 de janeiro de 2011

Fico impressionada como algumas pessoas são frias e desumanas. Como uma mãe consegue matar ou pôr em risco uma criaturinha tão pequena e indefesa que saiu de dentro dela??? São tantos casos bizarros que é difícil crer. Há algumas semanas foi a mãe que jogou o bebê do outro lado do muro, dentro de uma sacola, aqui no Brasil. Que horror. Entendo que há circunstâncias envolvidas, que há todo um ambiente que a levou a fazer isso, etc, etc. Mas não dá.

Hoje, ao ler o jornal, mais uma. Dessa vez, nas Filipinas. Quando li a notícia que haviam encontrado um bebê morto em um avião chegando em Manila, logo pensei: "aposto que a procedência é do Emirados Árabes ou daquela área por ali", enquanto clicava para saber detalhes. BINGO! O avião era da Etihad Airways, cia. aérea de Abu Dhabi. É o segundo caso noticiado em menos de um ano, fora aqueles que não aparecem na mídia.

Como já disse algumas vezes, as leis dos países muçulmanos em geral não permitem que mulheres solteiras tenham relações sexuais (= só casando!); muito menos, engravidar. Se descobrirem, haverá deportação. E esse é o maior medo das milhares de filipinas que vão para os Emirados (Qatar, etc), tentar a vida. E é por isso que tantos abortos acontencem...Triste!

22 de agosto de 2010

A comida Indiana

Eu desconfiava que não fosse gostar muito da comida indiana. Primeiro, porque não gosto de nada apimentado; como pimenta raríssimas vezes e, quando o faço, coloco bem pouquinho. Segundo, porque não gosto de comida muito codimentada, me faz mal. E estas são duas características da comida indiana...

Mesmo com essa desconfiança, resolvi que teria que provar pelo menos uma vez para dizer "Não gosto" com propriedade. Não sou do tipo que diz que não gosta de algo sem nunca ter provado.

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Lá fomos nós jantar no Indian Palace, no IBN Batuta. Como não fazíamos idéia do que comer, pedimos ajuda ao garçom, alertando-o que queríamos um prato SEM PIMENTA (será que existe?). Ele até riu com o nosso apelo.

Pedimos um pão de alho de entrada, um frango com um molho laranja (acho que chama Butter chicken) e um lamb com um molho marrom (fotos do post). Ah, e arroz. Achamos que ia ser muito, mas no final foi providencial!




Os dois pratos eram considerados pelo cardápio como "Curry dishes"; ou seja, tinham curry. Detalhe: o curry daqui é bem diferente do que achamos no Brasil (aquele amarelo). Aqui ele é marrom escuro, ardido e ruim...rs (minha opinião, claro).

Resumo da ópera: eu NÃO gosto de comida indiana. FATO. A cada garfada, 2 goles de água. E toma-lhe garfada de arroz para amenizar o problema. Tudo ardia por dentro.

Uma mistura de temperos horrorosa, uma explosão de sabores que dificultava saborear o prato. Alto risco de ter distúrbios gastrointestinais no dia seguinte.

Depois pedimos uma sobremesa típica, as bolinhas que estão na foto abaixo. Ah, meu marido também quis um chá típico.

As bolotinhas não são péssimas, mas ótimas também não são. Doces demais; como disse meu marido, um gostinho de pão velho molhado no leite condensado...rs. O chá já era ruim e depois que meu marido colocou as ervinhas nele, conseguiu ficar pior (hehehe).

Bjs, Ju.

18 de agosto de 2010

Violência no Primeiro Mundo?!?


Gente, desculpe o sumiço! Ando sem inspiração... Enfim, enquanto isso, quero dividir uma história com vocês.

Nós, brasileiros, tendemos a reclamar do nosso país, achar que tudo de pior está no Brasil. O bom é morar no exterior, onde "tudo funciona, tudo é perfeito". OK, concordo que temos MUITO a melhorar, que o nosso país tem muita corrupção, violência, desilgualdade social, etc. Mas somente quando moramos fora é que começamos a enxergar com mais clareza que:

-O nosso país é maravilhoso, mesmo com todos esses problemas, simplesmente porque é NOSSO.
-As pessoas no nosso país são únicas e queridas em boa parte do mundo (OK, tem gente que não gosta de brasileiro, mas pela minha experiência é exceção);
-Todo país, incluindo aqueles mais desenvolvidos que o Brasil, tem seus problemas. TODO.

É muito difícil você morar num país no qual você não tem um porto seguro, um sistema com o qual contar, mesmo que corrupto e falho. Só quem mora ou já morou fora sabe do que estou falando.

Para comprovar tudo isso que falei acima, quero dividir o caso da Mirelle com vocês. A Mirelle casou com o Léo, também brazuca, e foi morar com ele em Lyon, França. Ela criou um blog super bacana chamado "13 anos depois". Não, não a conheço; apenas achei seu blog por acaso e, desde então, acompanho suas aventuras.

Na luta diária para aprender o idioma, entender a cultura, se acostumar com a nova rotina, aconteceu uma coisa muito chata. Ela foi agredida por um homem no meio da rua, sem mais nem menos. Para piorar a situação, na delegacia foi constragida e tratada como culpada pelo policial. Para ler a história na íntegra, clique aqui.

Uma situação que não desejo para ninguém. Enfim, só para nos provar que situações absurdas, grotescas e injustas acontecem em qualquer lugar.

2 de agosto de 2010

Blackberry banido?!?

Os Emirados Árabes anunciaram ontem que vão bloquear o uso de determinados serviços do Blackberry a partir de outubro. Segundo as autoridades, o uso do aparelho pode apresentar uma potencial ameaça para a segurança nacional e os valores sociais do país. Pelo que eu li, a India já fez coisa parecida e a Arábia Saudita pretende seguir o mesmo caminho.

O regulador das telecomunicações no país anunciou que vai bloquear os serviços de mensagem, e-mail e internet. De acordo com a mídia, o aparelho envia mensagens criptografadas para servidores na Inglaterra e Canadá, o que significa que as autoridades daqui não tem como acessar tais informações.

Com isso, o sistema poderia ser utilizado por terrorista sendo, assim, uma ameaça a segurança nacional. Além disso, oficiais disseram que o Blackberry é usado de forma inapropriada em países muçulmanos conservadores, como por exemplo, namoro e paquera com membros do sexo oposto (para ler na íntegra, clique aqui).

Gente, vocês não tem idéia da quantidade de pessoas que tem Blackberry por aqui. Em cada restaurante, em cada esquina, você encontra alguém viciado no aparelhinho, lendo emails ou fazendo sei lá o que... É muito comum achar um casal jantando, muito romântico, mas cada um lendo o seu e-mail no Blackberry (o fim da picada na minha opinião).

É, isso vai dar pano para manga...




8 de maio de 2010

Ainda sobre a televisão em Dubai


Além dos canais internacionais, eu gosto muito de um canal local que se chama "Dubai One". Geralmente, nele passam séries americanas e muitos filmes (cortados, como eu disse), então é uma opção válida.

Algumas considerações sobre o Dubai One:

- Temos aqui nossa versão do Jornal Nacional, com nome "Emirates News", que passa em inglês. Até que é legalzinho, mas às vezes chega a ser meio cômico. Vou explicar. Primeiro, o figurino do povo. É assim, tem um grupo que reveza, cada dia um apresenta o jornal. Entre os homens, um deles apresenta de roupa local de árabe e os demais de terno. OK. Mas a mulherada é TRISTE. Roupas brilhosas, apertadas, coloridas demais, enfim...

- Metade do jornal é dedicada à agenda do Sheikh de Dubai. O que ele fez, com quem, onde, quando, chegando até a falar de alguns parentes dele. O pior é que o nome deles é enormeeeee, e os apresentadores tem que falar o nome COMPLETO cada vez que se refere a ele, e também suas funções ("Ruler of Dubai and UAE Vice President and Prime Minister Sheikh xxx")... humpf, cansativo. O dia da inauguração do metrô, por exemplo, teve cobertura AO VIVO, sensacional! Nossa, ótimo sonífero ficar vendo dezenas de pessoas com pijaminha branco andando atrás do Sheikh (zzzzzzzz...).

- Agora vem o pior: no jornal Emirates New eles abrem um espaço para o público enviar, por email, sugestões e críticas. OK. Outro dia uma pessoa mandou um email pedindo emprego; OS CARAS COMENTARAM O TAL EMAIL AO VIVO...Gente, vocês conseguem imaginar isso no Brasil? O Willian Bonner lendo um email do Zé das Coves pedindo para ser repórter??? Também tem os emails enviados pelos expatriados reclamando que o país deles não é foco do jornal. Eles leem e respondem, para minha surpresa. Que canseira!

- Eles exibem séries americanas diferentes cada mês. Ou seja, mudou o mês, mudou a série. Se você estava acompanhando e queria ver a continuação, problema é seu.

Tirando esses detalhes, o canal é bem legal, eu gosto... confesso que essa confusão toda até deixa a coisa mais divertida...rsrs.

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ps.: Pessoal, desculpem o sumiço. Não é fácil administrar as tarefas pessoais e o blog. Às vezes um post me demanda horas para prepará-lo; outro dia passei uma hora e meia respondendo um email para uma pessoa que me contactou por meio do blog. Além disso, preciso estar inspirada para escrever, e tem dias que não rola. Espero que entendam. E também espero voltar em breve com mais novidades.

Bjs, Ju.

21 de abril de 2010

Televisão em Dubai

Sempre que vejo tv penso "quero falar sobre isso no blog" e depois esqueço...

A maioria do pessoal que assiste TV aqui tem uma assinatura de tv à cabo (então não sei como funciona caso você não tenha tal assinatura). Com um pacote intermediário, se tem acesso a uns 200 canais. Quantos prestam?? Hummm...cinco??

Os pacotem variam, mas a maioria inclui vários canais internacionais tipo BBC, CNN, MGM, Discovery, etc. Os canais de notícias passam news internacionais com foco no Oriente Médio. Todos passam em inglês (com legenda em árabe) ou em árabe (inglês com legenda em inglês nunca, infelizmente).
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Dos 200, uns 70% são canais dessa região, em árabe, sem proveito para nós. Me falaram que outro dia acharam até a novela "Terra Nostra", dublada em árabe. Imagina, aquele casal Giuliana e Matheu já eram chatos em português, em árabe então ninguém aguenta!! rs.

Acho que já falei isso antes, mas repetindo: a maioria dos canais censura os filmes. O que quer dizer que as cenas mais picantes (= leia-se desde um beijo sem graça até onde o céu é o limite). Ou seja, se você está assistindo um filme no qual saber se o tal beijo realmente aconteceu IMPORTA, ferrou! Você nunca vai saber.

Quer ver um exemplo? Sabe aquele filme com Hugh Grant, que ele é primeiro ministro, e também tem o Rodrigo Santoro? Em inglês chama "Love Actually". Eu já tinha visto no Brasil, mas meu marido não. Ele não entendeu quase NADA do filme, que foi totalmente cortado aqui. Aquele casal então que faz filme pornô só aparece no final do filme e ninguém entende de onde eles surgem. Enfim...

Tenho mais coisa para falar, mas o post já está muito grande! Continua...

ps.: Quero ver "Chico Xavier"!!!! :(

11 de fevereiro de 2010

"Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval"

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"O carnaval, o carnaval. Vai passar...".
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Em algum lugar do mundo vai passar, menos aqui. Nenhum sinalzinho de carnaval, uma pena. Não que eu seja SUPER FÃ do carnaval em si, nem tanto. Explico o motivo: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Em outras palavras: ou você viaja ou você fica. Se viajar: de carro, horas e horas de engarrafamento, lugares cheios, preços lá em cima. Se ficar, cidade lotada, praia insuportável, bloquinhos na rua (erggg).

Nos últimos dois carnavais que passei no Brasil, eu fiquei no Rio. Nossa, não gostei muito não. Eu juro que eu tento gostar daqueles bloquinhos de rua, sempre me forço a ir. MAS NÃO ROLA MESMO. Festa estranha com gente esquisita, lotado, galera aloprada, ahhh... Não. Definitivamente, não é minha praia.

desfilei no sambódromo há muitos anos e amei. Confesso que tenho muita vontade de repetir a dose, acho que vou gostar. Outra coisa que acho que poderia ser bacana é o carnaval em Salvador (nunca fui). Tudo bem, aquela muvucada, roubo de abadá, entre outras coisas, me dão medo só de pensar. Mas gosto da música (nem todos são perfeitos, rsrs) e adoro dançar; Salvador me passa esse clima. Posso estar enganada.

A verdade é que sempre gostei do efeito que o carnaval causa nas pessoas (assim como no fim do ano). As pessoas ficam alegres, descontraídas; gosto disso. Sinto falta disso...Mas, quem sabe, um dia, afinal, teremos direito "a uma alegria fugaz, uma ofegante epidemia que se chamava carnaval, o carnaval, o carnaval"*. .


Bom carnaval para vocês. Juízo! :)

*"Vai passar", Chico Buarque. Adorooo!!!

4 de fevereiro de 2010

Indignada!

Como "nem tudo sao flores", tem horas que da vontade sair correndo e pegar o primeiro voo para o Brasil.

Estou irritada...vou contar o ocorrido: eu precisava enviar uma carta pelo correio (para atender à uma burocracia daqui, claro). Ja falei isso antes e repito: nossos Correios estão a anos luz na frente do que acontece aqui.

Para mandar tal carta, preciso: de um selo e de uma caixa daquelas de por correspondências, sabe? Perto da minha casa tem a caixa, mas não tem selo. Na faculdade, tem o selo, mas não tem a caixa (que inteligente!). E esse selo que eles vendem ninguém sabe se vale ou não. Na dúvida, vamos ao Post Office. No post office você compra o selo e coloca na caixa vermelha do lado de fora (não é como no Brasil que ja vai direto).

Hoje tenho aula às 18h, entao pensei: vou sair às 16h30, passar no Post Office (meio do caminho) e depois vou para a aula (distancia total uns 5 km). Beleza. Pego um taxi e dou de cara na porta: cheguei às 16h50 e fechava às 16h...OTIMO! Como eu poderia saber? Ah, olhando no site, né? Fiz isso, mas cada post office tem um horario específico de funcionamento e, além disso, não é possível identificá-los (i.e., no site fala "Post office florzinha", sem endereço. Você tem que deduzir que o florzinha fica em Ipanema e não em Duque de Caxias).

Ok. Entao vou para a aula. Cadê o taxi??? NAO TEM. Nesse horário é quase impossível achar um vazio. Solução? Ir andando (nao rola, a cidade não tem calçadas) ou buzão, sendo que o ponto estava a milhas de distância (aqui só para no ponto, não é essa zona verde e amarela). Para melhorar o cenário, está rolando uma pré-tempestade de areia na cidade hoje.

Quase uma hora depois estou na facul, toda suada, com cabelo duro de tanta AREIA e com a carta na mão....ERGGGGGGGGG!!!!!!!!!!!!!!!!

1 de dezembro de 2009

Independência dos Emirados Árabes (UAE National Day)

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National Day logo (Gulf News)

Amanhã, dia 2 de dezembro, os Emirados Árabes Unidos comemoram o National Day, dia em que completarão 38 anos de união que ocorreu em 1971.
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Foi mais ou menos assim que tudo aconteceu: no ano de 1967, os ingleses decidiram que iriam sair do Oriente Médio, avisando aos Estados Truciais (Trucial Coast, como eram denominados os Emirados antes da independência) que sua partida tinha data marcada: 1971. Por incrível que pareça, a decisão não foi bem aceita pelos árabes, que se sentiram meio que abandonados.
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Vendo que o Governo Britânico não voltaria atrás, os líderes de Abu Dhabi (Sheikh Zayed) e de Dubai (Sheikh Rashid) marcaram um encontro e decidiram formar uma união para, conjuntamente, definir questões estratégicas como política, defesa e relações exteriores. Inicialmente com nove participantes, o grupo se reuniu diversas vezes para delinear as diretrizes da nova nação a ser formada. No meio do caminho, houve duas desistências: Bahrein e Qatar.
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Assim, em novembro de 1971, seis emirados assinaram uma constituição provisória que foi utilizada para a proclamação da independência (com exceção de Ras Al Khaimah que somente entrou para o grupo em fevereiro do ano seguinte).

ps.: É a primeira vez que passo esse feriado aqui, mas me disseram que tem vários eventos comemorativos e que é muito comum as pessoas enfeitarem seus carros com as cores da bandeira e coisas similares, como demonstrado nas fotos abaixo (peguei essas fotos no Gulf News; de acordo com o jornal, são desse ano).




Bjs, Ju.
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Fonte (informações): TEN Guide & Time Our Dubai (Guia Estadão).
Fonte (fotos): Gulf News.

8 de outubro de 2009

Ramadã (parte II)

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Falando agora sobre alguns detalhes que acontecem na prática durante o Ramadã... (obs.: vou misturar os tempos verbais, colocando uns fatos no passado e outros no presente, para facilitar a minha vida!)

:::Comida:::

Durante o Ramadã, entre o nascer e o por do sol, nenhum resturante pode servir comida (em regra); a maioria fica fechada e, os poucos que abrem, vendem somente para viagem. As exceções são alguns restaurantes de hotéis; no Mall of Emirates, um dos shoppings mais populares aqui, tinham uns dois restaurantes abertos, pertencentes a um hotel que fica dentro do shopping. São colocadas cortinas para que ninguém veja as pessoas comendo lá dentro.

A única coisa chata foi que não dava para sair para almoçar na rua; somente jantar. Se por acaso você fosse passear às 10h da manhã e demorasse mais do que previsto, passava fome.

:::Bebidas e chicletes:::

Além disso, não podemos beber nem mascar chicletes na rua. O detalhe é que aqui é muito quente em agosto/setembro. Então, trazíamos garrafinhas de água na bolsa e, quando a sede batia, íamos direto para o banheiro e nos trancávamos (pois ninguém pode ver) para beber água. Situação, no mínimo, estranha. Não?

:::Consequências:::

Beber ou comer durante o Ramadã pode acarretar em multas e até em prisão. Nesse Ramadã, três pessoas foram presas. De acordo com o jornal local Gulf News, a polícia só os prendeu porque eles insistiram em continuar com a conduta contrária a lei (no caso, comer/beber em público).
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De acordo com a matéria, a polícia é, geralmente, muito compreensiva, entendendo que aqui vivem pessoas de várias partes do mundo, de diversas culturas. Um dos detidos era europeu e foi pego consumindo alcóol e comendo durante o jejum. Os outros dois eram árabes (muçulmanos) que estavam comendo em público; nesse caso, a polícia foi menos maleável, pois eles conhecem muito bem as regras, a cultura e a religião. Pelo menos, deveriam conhecer.
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De acordo com a lei referente ao assunto, a pena para os crimes contra as crenças e rituais religiosos é prisão por um período não superior a um mês ou multa no valor de até AED2,000 (R$1.000).

:::Bebidas Alcoolicas:::

Durante o Ramadã, é proibido vender bebida alcóolica antes das 19h30. Muitos locais que vendem alcool fecharam durante o Ramadã, mas era possível encontrar alguns servindo após 19h30.

:::Limites:::

Dentro da sua propriedade você pode comer e beber; DESDE que respeite aquele que estiver jejuando. Por ex., pode fazer um churrasco em casa, desde que a fumaça não se espalhe para a casa do vizinho que está sem comer; além disso, nada de música alta ou muito barulho.

::Roupas:::

.As roupas devem ser mais comportadas durante o Ramadã (na verdade, deveriam ser assim o ano todo, mas os expatriados não respeitam muito isso e andam muito...à vontade, vamos dizer).

Durante esse Ramadã, uma amiga pegou um táxi; estava de calça comprida e uma blusa de alça. O motorista, muçulmano, bem mais velho, disse para ela, cheio de dedos, que ela não deveria sair assim durante o Ramadã. Que iria atrair muitos olhares e, portanto, muito olho grande e coisas ruins para vida dela; ele disse que estava falando com ela como falaria com uma filha.

:::Curiosidades:::

- O horário de trabalho muda com o Ramadã; muitas empresas liberavam seus funcionários às 15h; exceto as empresas que não tinham empregados muçulmanos pois, nesse caso, não fazia sentido, claro.

- Pelo que eu soube, o povo local fazia uma refeição de madrugada, por volta das 4h da manhã, para ter forças para ficar o dia todo sem comer. Após o por do sol, a maioria comia bastante nos Iftars.

- De acordo com uma pesquisa que eu li, no período do Ramadã os muçulmanos comem mais do que nos outros 11 meses; por isso, há altas taxas de ganho de peso.


:::Minha opinião:::

Eu achei que seria mais difícil do que realmente foi; não nos afeta tanto. Basicamente, evitamos sair durante o dia; se tívessemos que sair, comíamos antes e levávamos água na bolsa, naquele esquema. Apesar disso, um mês já tá de bom tamanho!!! Sentia falta de ver gente nas ruas...

Ah, um ponto a destacar: acredito que essa época não seja das melhores para o um turista visitar Dubai... Se for possível, venha antes ou depois ;)

Bjos e bom finde - para quem está em Dubai hoje é "sexta"!!!!

29 de setembro de 2009

Ramadã* (parte I)

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O Ramadã terminou no domingo, dia 20! Não consegui falar sobre ele antes dele terminar, mas vou falar agora (antes tarde do que nunca, certo?).
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Um pouco de teoria

O Ramadã (ramadan em inglês, رمضان‎ em árabe) é o nono mês do calendário islâmico, durante o qual os primeiros versos do Alcorão foram revelados para o profeta Mohammed (Maomé em português), durante um período de meditação e isolamento um uma caverna perto de Meca. Nesse período, os muçulmanos devem jejuar a partir do nascer do sol até o por do sol.
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Durante esse mês sagrado (geralmente entre agosto e setembro, dependendo da lua), além de jejuar, os muçulmanos não devem beber nenhum tipo de líquido, fumar, mascar chiclete ou ter relações. É um mês de espiritualização, no qual os muçulmanos devem perdoar, doar, tentar entender a dor do próximo; e, claro, rezar mais. Muitos passam boa parte do dia lendo o Alcorão.
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O objetivo é limpar a alma; os muçulmanos devem procurar, ao máximo, seguir os ensinamentos do Islamismo, afastando os pensamentos mundanos; e o jejum é uma das formas encontradas para alcançar este objetivo, pois ajuda a exercer o autocontrole, a ser mais disciplinado e, ainda, a ser solidário com aqueles que são menos favorecidos. Portanto, nessa época, atos de generosidade e caridade aumentam consideravelmente.
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Um outro fato interessante é que os muçulmanos acreditam que os portões do inferno estão fechados durante esse mês, enquanto os portões do céu estão abertos. Além disso, Deus perdoará todos os pecados anteriores daqueles que jejuarem e rezarem com sinceridade durante o mês do Ramadã.

Algumas pessoas não precisam jejuar: crianças, mães que estão amamentando, mulheres que estiverem "naquele" período, as pessoas idosas e aquelas que estiverem muito doentes (dependendo do caso, tais pessoas devem compensar o jejum o fazendo posteriormente ou fazendo doações).

Algumas palavras e expressões são empregadas especificamente durante esse período:
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Ramadan Kareem: expressão utilizada para desejar felicidades durante o mês do Ramadã. Kareem significa generosidade, caridade em árabe.
Ramadan Murabak: Murabak significa abençoado em árabe. Vi muito essa frase no final do Ramadã.
Maghrib: a quarta reza que marca o por do sol e o fim do jejum.
Iftar: É a refeição que quebra o jejum imediatamente após o por do sol. Diversos restaurantes ofereciam "Iftar Buffet".
Eid al-Fitr: três dias de celebração que marcam o final do Ramadã (esse ano foram os dias 20, 21 e 22 de setembro). Geralmente, nesse período é concedido aos expatriados 2 dias de folga e 3 dias para o serviço "público". Eu não sabia, mas pude perceber isso na prática: no dia 20 já não havia mais necessidade de fazer o jejum.
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Bom, agora que eu já falei um pouco sobre a teoria, no próximo post falarei sobre o que acontece na prática! Vou contar como foi para mim vivenciar esse período aqui e as restrições para nós, os expatriados.
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Bjs, Ju.

* As informações aqui divulgadas foram extraídas da internet e/ou das minhas experiências (e, portanto, são vistas sob a minha perspectiva). Assim, pode ser que haja opiniões diversas da minha ou das fontes usadas por mim.

18 de junho de 2009

As mulheres de Dubai

Fonte: Getty Images.

Recebo muitas perguntas sobre as mulheres: Como é viver em Dubai do ponto de vista feminino? Como as mulheres se vestem em Dubai? Como são tratadas?

Dubai é considerado um dos Emirados mais flexíveis, vamos dizer assim. O tratamento com relação às expatriadas é distinto do dispensado às locais, obviamente. Nós, estrangeiras, não precisamos andar com nenhuma roupa especial: nem burcas, niqab, muito menos hijab (cada um é de um jeito, mas eu sempre me enrolo para saber qual é qual).

Podemos ir à praia com nossos biquínis (topless JAMAIS), já sabendo que haverá muitos trabalhadores das obras que ficarão olhando para você como um faminto olha para um prato de comida. Eles não falam nada, mas andam em bandos e muitas vezes param do seu lado (a menos de 2m de distância) e ficam te olhando, na maior cara de pau. Já vi váriasss vezes as gringas gritando com eles, colocando eles para correr...rsrsrs...
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Então, as mulheres aqui andam como querem. Eu nunca gostei de usar roupa curtíssima no Brasil, quem dirá aqui; sempre evito. Mas tem muita gente aqui que usa bem curtinho mesmo e não liga não.
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Talvez por isso o governo tenha criado uma campanha para que as pessoas andem com trajes mais, digamos, comportados. Colocaram até avisos nos shoppings, como esse aqui ao lado. Minha opinião é a seguinte: devemos andar conforme a carruagem. Se andar com roupas muito curtas e decotadas, topless, etc, ofendem a cultura predominante, vamos evitar!

As mulheres locais andam com suas roupas (que variam - de rostos totalmente cobertos a só um paninho sobre o cabelo, de leve) e, assim, todas convivem em harmonia. Antes de chegar aqui, ouvi e li muita coisa dizendo que as pessoas não podiam falar com as mulheres árabes senão podia acontecer isso ou aquilo. Bom, é claro que nunca tentei falar com nenhuma delas no meio da rua; não faço isso nem no Brasil, imagina se vou fazer isso em Dubai.
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Pela minha experiência com as locais da faculdade, posso dizer o seguinte: a maioria é muito simpática e inteligente. São totalmente antenadas, compram roupas da moda, usam maquiagem todo dia (a maioria esmagadora - e estamos falando de maquiagem pesada, não é um batom básico não), tem o modelo de celular mais moderno do mercado. A maioria (99%) trabalha. Tive um trabalho em dupla e fiz com uma local. Super tranquilo, ela é super bacana, e ainda me contou várias coisas sobre a cultura deles, que um dia vou escrever aqui!

Outro dia aconteceu uma coisa engraçada: eu e mais 2 brasileiras (uma delas conheci por meio do blog!) fomos tomar um suco no Madinah (foto ao lado).
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Estávamos lá colocando o papo em dia quando, de repente, uma mulher local, vestida com a roupinha - acho que era abaia -, super animada parou do lado da uma delas e tirou um retrato com...AS COSTAS DELA, pois minha amiga estava com uma blusa de alça!!! Depois do clique, a tal senhora deu um aperto na buchecha da minha amiga, como fazemos com crianças e foi embora, feliz e contente! Olhamos uma para a cara da outra e caímos na gargalhada! Foi bem hilário!
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Na faculdade, não percebi nenhum tratamento diferenciado com relação às mulheres. Tenho professores de ambos os sexos; todos os alunos sentam juntos, sem nenhuma diferença.

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No mercado de trabalho, não posso afirmar. Ninguém nunca comentou comigo sobre algum tipo de preconceito.

No mais, como eu já disse, o marido precisa autorizar certas atividades da esposa; por ex., tirar carteira de motorista ou trabalhar. Para mim, é mais uma burocracia adicional.
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Ah, uma última coisa: é possível encontrar algumas profissionais do ramo do "entretenimento", especialmente em lugares da moda. Muitas vem da Rússia e Filipinas.
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É isso!!! Bom final de semana!
Bjs, Ju.

8 de junho de 2009

As estatísticas não mentem!

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Outro dia meu marido chegou em casa com um "brinde" que veio com a revista "The Economist" (só um detalhe, adoro brindes...sei que é meio brega, mas gosto! Especialmente miniaturas...rs). O livro chama-se "Pocket World in Figures". Deixei ele no canto e fomos jantar, conversar, etc etc.
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Na hora de dormir, curiosa, comecei a folhear o livro. Ele traz as principais estatísticas (e outras informações adicionais) relativas a todos os países...Nossa, ACHEI BEM INTERESSANTE... NÃO???

Geminiana que sou, comecei a ver uma por uma. Vi coisas muito legais, tipo:

$$ Vi que o Big Mac é usado como índice para, como posso explicar... para termos uma idéia do valor de uma moeda frente ao dólar; e, além disso, mede o poder de compra em um determinado país. Compliquei?

Por exemplo, a China é o país com a moeda mais desvalorizada com relação ao dólar, pois um Big Mac lá custa US$ 1.45 (nos EUA custa em média US$3.41). Do outro lado, Islândia é o país com a moeda mais valorizada frente ao dólar, pois o Big Mac custa US$7.61 (CREDO!!!!). Muita gente já sabia desse índice, mas eu não!

$$ Li que os 2 lugares com maiores taxas de casamento são Cayman Islands e Bermuda. Achei meio "coincidência" esses países também serem paraísos fiscais...será???

$$ Israel tem o maior número de computadores: 122.1 computadores a cada 100 pessoas (para que uma pessoa precisa de mais de um computador eu não sei). E a Lituânia tem o maior número de celulares: 138.1 a cada 100 habitantes (???).

$$ O lugar com mais TVs por família é aqui, nos Emirados Árabes: 99.7 televisões a cada 100 famílias!!! Praticamente todos tem TVs. No Brasil temos 91.6.

$$ Os Emirados também ganham em consumo de energia por pessoa!!! Com certeza isso se deve ao uso do elevado de ar condionado, que tem que ficar ligado 24h!!!!

$$ As 10 maiores economias do mundo (PIB - dados de 2006) são, nessa ordem: EUA, Japão, Alemanha, China, Reino Unido, França, Itália, Canadá, Espanha e BRASIL!!! O engraçado é que o PIB dos EUA é mais que o dobro do Japão US$ 13,134 bilhões contra US$ 4,368.

Aproveitei para analisar as informações do Brasil e dos Emirados. Comparando, alguns dados me chamaram atenção:
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Enfim, temos páginas e páginas de dados muito interessantes! Bom, mas o que realmente me deixou intrigada e me fez escrever esse post foi a seguinte estatística:

Quantidade de homens para cada 100 mulheres (Sex ratio, males per 100 females, 2007)

1. United Arab Emirates: 210
2. Qatar: 203
3. Kuwait: 150
4. Bahrain: 134
5. Oman: 126
6. Saudi Arabia: 122

Meninas, segundo os números, aqui é o paraíso para quem ainda não encontrou o seu par ideal...Será??!?!?!?!? O interessante é que os 6 primeiros colocados são países arábes!!!

Tenho visto muitos casos de mulheres que conhecem estrangeiros (principalmente dessa área) pela internet e se casam e tal...Muita coragem! Algumas planejam casamento sem nem conhecer o pretendente!!! Agora já sei o motivo! :)

É, tendo em vista que no Brasil temos 97 homens para cada 100 mulheres, parace que o negócio, para quem ainda não encontrou "sua metade" (que cafona), é expandir os horizontes!

Obs.: Sogrão, esse post é para você: comentei sobre os PIBs, viu? ;)

Obs.2: As informações são relativas aos anos de 2006/2007. Para maiores detalhes, clique aqui e acesse o site: Pocket World in Figures.

Bjs, Ju.

2 de junho de 2009

Noite nas Arábias


Quem nos conhece sabe que não curtimos muito noitadas e boates da vida. Eu gosto muito de dançar música BOA o que é inversamente proporcional a gostar de boates, tendo em vista que 98% das boates só tocam músicas CHATAS.
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Quando estamos no Brasil, preferimos sair para barzinhos para conversar, a sós ou com nossos amigos, que acaba sendo mais prazeroso do que ficar no meio da música chata com aquela guerra maluca que rola..rsrs...
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Acontece que aqui em Dubai os barzinhos tem um estilo diferente do que gostamos. Como eu já contei uma vez, as bebidas são vendidas em hotéis, o que tira o charme da coisa; além de serem caríssimas. Que saudade dos nossos botecos! :)
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Quinta passada marcamos um encontro com nossos amigos daqui num barzinho chamado Mai Tai. Muito simpático, com música ao vivo super agradável! Uma bandinha de pessoas de nacionalidade desconhecida tocava músicas com ritmo cubano e até algumas músicas brasileiras (com sutaque português) - fiz um vídeo com um pedacinho da música brasileira:
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Tirando o gosto do chopp Stella Artois (muito amargo, não gosto...prefiro o nosso da Brahma mil vezes), nós já estávamos nos sentindo em casa...Rindo, nos divertindo, em boa companhia e ótima música; até que resolvemos levantar para dançar um pouquinho.
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Nada demais, só estávamos balançando o corpo de leve e conversando quando, de repente:
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- Ei, não é permitido dançar (falou um segurança que parecia o chefe da guarda suíça do filme "Anjos e Demônios").
- Hã?
- Não pode.
- Mas nem estamos dançando (queria dizer para ele que no Brasil aquilo não era nada perto da tradicional "boquinha da garrafa", mas achei melhor não falar nada).
- Estão sim e não pode.
- Tá bom. Mas porquê? (mania de geminiano querer sempre saber porque, porque, porque...).
- Porque não temos a licença.
- Como assim, que licença?
- Licença para dançar. Estamos solicitando e mês que vem já devemos tê-la.
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Ficamos surpresos! Aí lembramos que não estávamos no Brasil (imagino que no Brasil não exista isso. Será que existe e nós não sabemos?!?!?).

.Poxa, um bar com uma música tão legal não poder dançar é quase uma tortura. E fiquei com pena do cara: que tarefa ingrata ter que impedir as pessoas de dançar. Daquele momento em diante, ficamos fiscalizando para checar se alguém dançava...ahahah...ai de quem o fizesse!
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Saindo de lá e fomos para a night propriamente dita (quase meia-noite; idéia de "girico"? Não, que isso!). Estávamos com um amigo holandês que está sempre nas "paradas" e nos sugeriu uma boate que se chama 360. Fica ao lado do Burj Al Arab, o hotel 7 estrelas; é tipo um barco redondo, enorme, que fica dentro d`água.

.Lá fomos nós! O lugar é bem bonito e agradável! De lá que tirei as fotos que coloquei aqui!

Não pagamos nada para entrar (!) e assim que chegamos arrumamos um sofazinho camarada e ficamos batento papo. A música era de boate: ainda mais chata, mas foi bacana pois todos estavam muito animados.
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Às 2h00 da manhã fomos embora, pois a boate ia fechar. Na hora achei estranho, mas depois até que achei bom, senão teríamos saído de lá muito tarde... E víemos para casa.
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Foi legal para conhecer o lugar, mas confesso que se todo mundo tivesse vindo aqui para casa e colocado Ivete Sangalo, teria sido MUITO mais animado (e todos nós teríamos ficado menos pobres...heheheh).

Bjs, Ju.

27 de abril de 2009

Dubai - Transportes (parte II)

Ah, antes de terminar o post, queria falar duas coisas que esqueci:

1. O seguro para carro aqui é obrigatório. E caro, na minha modesta opinião.

2. Em geral, as pessoas aqui dirigem MAL. NUNCA ligam a seta, buzinam o tempo todo, enfim, vários tipos de barbeiragem. Já vi acidentes ridículos aqui!

Continuando:

Metrô
O metrô ainda está em construção. A maior parte dele será na superfície e terá 2 linhas: Red Line e Green Line. No total serão 47 estações e 74.6 km de extensão*. Para efeitos de comparação com o metrô do RJ: temos a segunda rede mais extensa do Brasil, com 42 km e 38 estações (perdendo apenas para Sampa, que tem 61,3 km e 55 estações).

Parece que esse ano uma parte estará pronta! Tomara!

Estão se preocupando também em criar uma boa infra-estrutura ao redor do metrô (estacionamentos, pontos de táxi, etc). Até porque, no auge do verão, vai ser difícil andar até a estação! Por falar nisso, as estações vão ser mais ou menos assim (foto ao lado - não consegui uma tirar fotinho a tempo).


Táxis
Os táxis são muito utilizados em Dubai, pois é bem barato. A corrida começa com AED3.5 (R$2.11), com exceção dos táxis que saem do aeroporto, que iniciam com AED20 (R$12); há pouco tempo criaram uma tarifa mínima de AED10.

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Muita gente reclama dos táxis daqui. Falam que os taxistas já aprontaram várias e que, para contornar o problema, já chegaram a ligar para a polícia do celular (ou fingem estar ligando). Vários casos envolvem ofensas por parte dos motoristas. Segundo essas pessoas, ao dizer que vão ligar para a polícia, os taxistas mudam na hora.
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Eu nunca tive problemas; um ou outro não quis me levar porque a corrida era curta. Mas nada além disso!

A pé
Coisa difícil de se fazer por aqui. A maioria das ruas não foi projetada para pedestres, o que dificulta caminhar, inclusive pequenas distâncias.

Bicicleta
Vixi, piorou! Nunca vi uma ciclovia por aqui! Ciclista? Raramente!

É isso!!! Apenas relembrando que escrevo de acordo com o que vejo e o que me contam. Caso alguém tenha alguma percepção diferente sobre qualquer tema, é só falar! :)

* Fonte das informações: www.gulfnews.com.

Abraços, Ju

24 de abril de 2009

Dubai - Transportes

Bom, continuando a série de posts sobre Dubai, vou falar sobre os transportes.

Antes de começar, quero dizer que o trânsito é um problema considerável - e era um pouco pior antes da crise. Nos horários de pico, as pessoas reclamam que chegam a levar até 2h no trajeto casa-trabalho. Isso é devido a vários fatores, incluindo: excesso de carros nas ruas, falta de infra-estrutura de transportes (englobando rodovias mal projetadas - ou não projetadas, escassez de transportes públicos, etc).

Carro: carro é um dos meios de transporte mais comuns. Os carros aqui custam bem menos que no Brasil. Por exemplo, um Corolla básico aqui custa uns AED60 mil (R$36 mil). A gasolina aqui é muito barata também! O litro custa AED1.00. Enche-se o tanque com AED50 (R$30). Imaginem esse preço no Brasil...um sonho, né?

A velocidade máxima aqui é 120 km/h. Se alguém for flagrado a mais de 200 km/h, vai para cadeia por uns dias e poderá ser deportado.

Algumas curiosidades:

- Placa milionária: Aqui tem uma coisa que achei incrível (para não dizer sem sentido): ao comprar um carro, você pode ter uma placa normal, como o resto dos seres humanos, com 5 números; ou então uma super mega ultra chique power placa, com menos números! Quantos menos dígitos a placa, mais v. paga por ela!

Li uma reportagem que dizia que em Abu Dhabi, a placa número 1 foi vendida por US$14.3 milhões!!! Olha o sujeito, todo feliz com sua linda placa número 1 que custa o mesmo que cinco coberturas de frente para a praia.

O recorde anterior era da placa número "5", comprada por US$6.8 milhões. Imagine: as placas "5" e "7" foram vendidas por valores equivalentes a 10 vezes o preço dos carros de luxo aos quais elas serão acopladas. Gente, o povo no Brasil passando fome, lutando para pagar as prestações do carro popular, e o cara paga R$30 milhões por uma PLACA??? Tá falando sério????

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- Abandono de carros no aeroporto
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Saiu nos jornais do mundo todo que as pessoas estavam abandonando seus carros no aeroporto de Dubai. Com a crise, muitas pessoas foram demitidas. Logo, ficou complicado honrar financiamentos. E ainda (i) aqui dívida dá cadeia, (ii) ao perder o emprego, seu visto, que é emitido pela empresa, é cancelado no prazo de um a três meses; caso não consiga nada, só resta fazer as malas.

Então alguns expatriados desempregados voltaram para casa e largaram seus carros no aeroporto; alguns ainda escreveram bilhetes com pedido de desculpas. Que meigo! Os jornais diziam que mais de 3.000 carros foram abandonados. Não posso afirmar, pois não vi...será?!?!

Ônibus: Em 2007, quando meu marido chegou aqui, praticamente não existiam ônibus. De lá para cá, podemos dizer que melhorou, mas ainda está longe do que poderíamos chamar de "bom".
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Nunca andei de ônibus aqui, mas pelo que falam é uma tarefa árdua: demoram para passar, ficam lotados no horários de rush, etc. Além disso, existem poucas linhas, o que torna essa opção uma das piores.
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A maioria dos pontos de ônibus aqui tem ar condicionado (foto ao lado). Mas de que adianta pontos ultra mordernos se o ônibus não passa??!?! Um dia eu pego um buzão aqui! Depois eu conto!



Em um próximo post falo sobre os outros meios de transporte!

Abraços, Ju.

20 de abril de 2009

Em busca do príncipe encantado


Falando com minha sogra, ela comentou que na Revista de Domingo, do jornal "O Globo", havia uma matéria sobre o tema: "Mulheres de São Paulo se revertem os Islamismo e mergulham na busca por um príncipe das arábias".

Achei parte da matéria na internet. Pensei muito antes de escrever esse post, pois religião não se discute, não é mesmo? Então resolvi que não iria emitir opinião sobre o tema, apenas falar sobre ele.

Uma das coisas que eu gostaria de ressaltar é que antes de decidir vir para qualquer país árabe casar com o tal "príncipe", as pessoas devem analisar profundamente as diferenças culturais para não terem surpresas desagradáveis (como aconteceu com uma das moças entrevistadas). Em alguns lugares, os padrões sócio-culturais são tão diferentes dos nossos que é improvável que a relação sobreviva. Vou dar alguns exemplos baseados no que tenho lido por aí.

Na Arábia Saudita, que é bem radical, mulher não dirige, não vota, não tem contato com nenhum homem além do marido. Uma das opções de lazer é ir aos shoppings fazer compras - mas somente em horários específicos, nos quais somente mulheres podem entrar. Outro dia li que uma senhora convidou seu sobrinho e um amigo, adolescentes, para tomar um chá. Foi presa e condenada a 40 chibatas.

Não quero analisar se isso é certo ou errado. Apenas dizer que é MUITO diferente do que estamos acostumados. Li em uma reportagem o seguinte:

"Elas têm que usar o abaya , o manto negro, quando saem de casa. Não podem dirigir carros nem freqüentar as mesmas academias que os homens. Nos restaurantes, mesmo nos ocidentais como McDonald's, são obrigadas a entrar e sair por portas específicas. As regras chegam ao cúmulo de impedir que uma universitária fique lado a lado com o seu mestre — a estudante só vê o professor através de vídeos ou de um espelho de duas faces."

Ainda segundo a matéria, até para consultar o médico as mulheres precisam de autorização do marido.

Aqui em Dubai, apesar de ser mais liberal, também temos alguns "protocolos". No meu visto de residente consta que meu marido é meu sponsor e que não posso trabalhar (na prática eu posso, mas somente com autorizaçao dele). Posso dirigir aqui, mas para entrar na autoescola preciso de uma carta de não objeção do meu marido. Que eu me lembre, só isso. Vejo isso como uma parte burocrática apenas, não me incomoda.

Por fim, eu sei que no Brasil (e no mundo, talvez) homens interessantes e interessados estão em extinção. Porém, acho que antes de tomar uma decisão tão importante como viver com uma pessoa com costumes tão diferentes em um outro país, é preciso refletir. O casamento com uma pessoa com a mesma cultura que a sua já é complicado. Agora imagine ter que dividir seu marido com outras 3 mulheres?

Abraços, Ju.

16 de abril de 2009

Coisas que você só acha em Dubai*


1. Essa foto! Estava caminhando na praia e vi essa cena. AMEI!

2. Fazer pé e mão por R$90,00 (AED150): nem preciso dizer que nunca fiz pé e mão aqui, né? Trouxe minhas coisas, mas odeio fazer, pois acho um saco e, além disso, tiro "bife" de todos os dedos, coitados. Só faço em ocasiões especiais - mas sempre deixo cortadinhas e lixadas ;)

3. Carro de luxo ESPELHADO: gente, isso foi demais! Aqui tem vários tipos de carros que eu nem sabia que existiam. Um belo dia saímos para andar à noite aqui no condomínio e avistamos um carro de luxo, acho que era um Bentley, todo espelhado! Fiquei arrasada por não ter levado minha câmera. Acho que se fosse de dia, nós teríamos ficados cegos!! rsssss
4. Notar que em uma lista de formandos, 99% das pessoas se chamam "Mohamed": heheh...estava na faculdade e fui olhar o quadro com a lista para ver se tinha algum brasileiro. É difícil saber, pois tem muito indiano com nome parecido com o nosso...mas só dava Mohamed (rs).

5. Ruas floridas: ai, acho lindo! Ontem fui almoçar no shopping e vi esses canteiros. Dão um ar de felicidade, não sei explicar! As flores estão sempre lindas e bem cuidadas! Uma pena que a gente não tenha isso no Brasil. Bom, do jeito que os brasileiros cuidam "bem das coisas", não iria durar muito :(


6. Diversidade cultural: Ir a um restaurante e notar que na mesa da frente 4 moças de burka falam árabe; na mesa da direita tem um casal de espanhóis; na mesa da esquerda tem 3 amigas falando russo; atrás de você tem 2 africanos, com aquelas roupas típicas; um filipino serve sua comida e um indiano traz a conta!

7. Ver várias Ferraris por dia, inclusive na garagem do seu prédio: já vi Ferraris de todas as cores, até branca!! Normal por aqui. Essa vermelhinha estava na nossa garagem!

Depois eu vou lembrando outras coisas...

* Só para esclarecer: claro que v. poderá achar essas coisas em outros lugares do mundo; mas dificilmente no Brasil!

ps.: Pessoal, estou com a idéia de escrever posts mais profundos, colocando um pouco mais sobre a história de Dubai, as leis, política, crise, etc. Mas isso demanda TEMPO; quando as coisas aliviarem, prometo que vou escrevê-los, para quem tiver interesse!

Bjs, Ju.

9 de abril de 2009

Final de Semana em Dubai

Como alguns já sabem, o final de semana aqui é diferente do Ocidente: nossos dias de folga são sexta e sábado. A semana literalmente começa no domingo e vai até quinta.

Sendo assim, a quinta (hoje) fica sendo o último dia útil, logo tem cara de sexta ;) Há outra diferença também: na sexta, primeiro dia de folga, tudo está fechado (como acontece aos domingos no Brasil); e no sábado, tudo abre - é invertido.

Antigamente, os finais de semana eram na quinta e sexta, mas em setembro/2006 o Sheikh mudou isso para "melhorar os contatos de negócios com os países do Ocidente".

É isso ai! Bom final de semana então! :)
Bjs, Ju