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4 de janeiro de 2011

Fico impressionada como algumas pessoas são frias e desumanas. Como uma mãe consegue matar ou pôr em risco uma criaturinha tão pequena e indefesa que saiu de dentro dela??? São tantos casos bizarros que é difícil crer. Há algumas semanas foi a mãe que jogou o bebê do outro lado do muro, dentro de uma sacola, aqui no Brasil. Que horror. Entendo que há circunstâncias envolvidas, que há todo um ambiente que a levou a fazer isso, etc, etc. Mas não dá.

Hoje, ao ler o jornal, mais uma. Dessa vez, nas Filipinas. Quando li a notícia que haviam encontrado um bebê morto em um avião chegando em Manila, logo pensei: "aposto que a procedência é do Emirados Árabes ou daquela área por ali", enquanto clicava para saber detalhes. BINGO! O avião era da Etihad Airways, cia. aérea de Abu Dhabi. É o segundo caso noticiado em menos de um ano, fora aqueles que não aparecem na mídia.

Como já disse algumas vezes, as leis dos países muçulmanos em geral não permitem que mulheres solteiras tenham relações sexuais (= só casando!); muito menos, engravidar. Se descobrirem, haverá deportação. E esse é o maior medo das milhares de filipinas que vão para os Emirados (Qatar, etc), tentar a vida. E é por isso que tantos abortos acontencem...Triste!

22 de agosto de 2010

A comida Indiana

Eu desconfiava que não fosse gostar muito da comida indiana. Primeiro, porque não gosto de nada apimentado; como pimenta raríssimas vezes e, quando o faço, coloco bem pouquinho. Segundo, porque não gosto de comida muito codimentada, me faz mal. E estas são duas características da comida indiana...

Mesmo com essa desconfiança, resolvi que teria que provar pelo menos uma vez para dizer "Não gosto" com propriedade. Não sou do tipo que diz que não gosta de algo sem nunca ter provado.

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Lá fomos nós jantar no Indian Palace, no IBN Batuta. Como não fazíamos idéia do que comer, pedimos ajuda ao garçom, alertando-o que queríamos um prato SEM PIMENTA (será que existe?). Ele até riu com o nosso apelo.

Pedimos um pão de alho de entrada, um frango com um molho laranja (acho que chama Butter chicken) e um lamb com um molho marrom (fotos do post). Ah, e arroz. Achamos que ia ser muito, mas no final foi providencial!




Os dois pratos eram considerados pelo cardápio como "Curry dishes"; ou seja, tinham curry. Detalhe: o curry daqui é bem diferente do que achamos no Brasil (aquele amarelo). Aqui ele é marrom escuro, ardido e ruim...rs (minha opinião, claro).

Resumo da ópera: eu NÃO gosto de comida indiana. FATO. A cada garfada, 2 goles de água. E toma-lhe garfada de arroz para amenizar o problema. Tudo ardia por dentro.

Uma mistura de temperos horrorosa, uma explosão de sabores que dificultava saborear o prato. Alto risco de ter distúrbios gastrointestinais no dia seguinte.

Depois pedimos uma sobremesa típica, as bolinhas que estão na foto abaixo. Ah, meu marido também quis um chá típico.

As bolotinhas não são péssimas, mas ótimas também não são. Doces demais; como disse meu marido, um gostinho de pão velho molhado no leite condensado...rs. O chá já era ruim e depois que meu marido colocou as ervinhas nele, conseguiu ficar pior (hehehe).

Bjs, Ju.

18 de agosto de 2010

Violência no Primeiro Mundo?!?


Gente, desculpe o sumiço! Ando sem inspiração... Enfim, enquanto isso, quero dividir uma história com vocês.

Nós, brasileiros, tendemos a reclamar do nosso país, achar que tudo de pior está no Brasil. O bom é morar no exterior, onde "tudo funciona, tudo é perfeito". OK, concordo que temos MUITO a melhorar, que o nosso país tem muita corrupção, violência, desilgualdade social, etc. Mas somente quando moramos fora é que começamos a enxergar com mais clareza que:

-O nosso país é maravilhoso, mesmo com todos esses problemas, simplesmente porque é NOSSO.
-As pessoas no nosso país são únicas e queridas em boa parte do mundo (OK, tem gente que não gosta de brasileiro, mas pela minha experiência é exceção);
-Todo país, incluindo aqueles mais desenvolvidos que o Brasil, tem seus problemas. TODO.

É muito difícil você morar num país no qual você não tem um porto seguro, um sistema com o qual contar, mesmo que corrupto e falho. Só quem mora ou já morou fora sabe do que estou falando.

Para comprovar tudo isso que falei acima, quero dividir o caso da Mirelle com vocês. A Mirelle casou com o Léo, também brazuca, e foi morar com ele em Lyon, França. Ela criou um blog super bacana chamado "13 anos depois". Não, não a conheço; apenas achei seu blog por acaso e, desde então, acompanho suas aventuras.

Na luta diária para aprender o idioma, entender a cultura, se acostumar com a nova rotina, aconteceu uma coisa muito chata. Ela foi agredida por um homem no meio da rua, sem mais nem menos. Para piorar a situação, na delegacia foi constragida e tratada como culpada pelo policial. Para ler a história na íntegra, clique aqui.

Uma situação que não desejo para ninguém. Enfim, só para nos provar que situações absurdas, grotescas e injustas acontecem em qualquer lugar.

11 de abril de 2010

Vai um chicletinho?

Casa cheia, passeios turísticos, muita diversão. Pela primeira vez desde que cheguei recebi visitas e AMEI. Foi muito bom ter um pedacinho da família por perto.
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No último dia, eu sugeri que fóssemos dar uma volta de metrô. Sei que o pessoal do Rio anda de metrô para cima e para baixo, no geral, mas é que o daqui é diferente, tem uma vista bacana. Então, vamos lá!
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Entramos na estação Nakheel; metrô vazio, podemos ficar bem à vontade. Muitos risos, muitas fotos, uma diversão só. Nosso erro: esquecer onde estávamos. Enfim, felizes estávamos e a espertona aqui resolveu oferecer chicletinho "para a galera".
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Beleza; mais uns minutinhos e resolvi beber uma água - sempre ando com uma garrafinha d'água na bolsa aqui; não sei o que acontece, mas o clima aqui dá uma sede danada. Dei um gole e meu marido me lembrou que era proibido beber água no metrô (Hã??? Isso mesmo! Quando vierem aqui, nada de aguinha, mesmo no calor de 50 graus).
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Ok, guardei a água. Logo depois chegou uma funcionária do metrô (ufa! quase me pegou com a água); árabe, vestindo abaya. Nos pediu o cartão de embarque. Eu e minha cunhada demos e ela não nos devolveu... hum, estranho. Nesse momento, surge um diálogo entre nós:
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- Vocês não podem mascar chicletes no metrô (se referindo a nós duas).
- Sério? Poxa, desculpa, não sabíamos. Ah, então vamos jogar fora imediatamente, sem problemas ( fui pegando um papel e jogamos fora no ato). Ah, OK, obrigada, hein!
- Acho que você não entendeu!
- O quê?
- Não pode mascar chicletes aqui. E vocês terão que pagar uma multa de AED100 cada.
- Hããã??????????????????
(a moça "simpática" repete o mantra).
- Tá, e onde está escrito isso?
- Ali ó (apontando para a placa de proibido comer e beber).
- Bom, que eu saiba, mascar chiclete não é COMER, muito menos BEBER.
- É a mesma coisa que comer.
- Na minha opinião não é. Ninguém se alimenta de chichete e, muito menos, engole chichete (lado advogada aflorando).
- Mas vocês vão ter que pagar. Quero uma identidade.
- Olha só. Você nos avisou e jogamos fora. Ou seja, uma advertência. Você não pode nos multar; primeiro que não tem placa dizendo que é proibido. Segundo, que somos turistas, não sabíamos...temos o direito a uma primeira advertência antes da penalidade.
- Não, vocês tem que pagar. Não posso abonar... (blá blá blá). Vão ter que ir comigo até a próxima estação.
(por fim)
- Ok, quero falar com seu superior.
- Tudo bem. Ele fica na estação do Emirates Mall.
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Lá fomos nós falar com o sujeito. Tentávamos parecer bem "gente boa" e tal. Conversa vai, conversa vem; tinha ou não tinha aviso, etc., etc. Resumindo, depois de MUITO conversar (=20 min), eles resolveram abonar uma das multas. Pagamos, revoltados, apenas uma.
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Ficamos meio frustrados, confesso. É revoltante. Não havia informação clara; não foi dada uma advertência. Se a cidade quer virar um ponto turístico, tem que mudar o jeito de lidar com essas situações...
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Enfim, aí fica a dica! Nada de água, chicletes ou comida no metrô!
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Abs, Ju.

11 de março de 2010

As várias faces da mentira

Mentir ou não mentir, eis a questão. Bom, na minha cabeça a coisa funciona da seguinte forma: existem dois tipos de mentira: a mentira "branca", vamos chamar assim, que é aquela usada para não magoar os outros ou para faltar o trabalho naquele dia em que você levantou com o pé esquerdo, por exemplo. Essa todo mundo já contou, tenho certeza.
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Eu acho aceitável esse tipo (com limites), pois não dá para ser SUPER SINCERO o tempo todo, né? Imagina, uma amiga pergunta, quase depressiva "Tô gorda?" e você responde "Sim, tá péssima, vai correndo fechar essa boca pelo amor de Deus"??? Não... você fala com jeitinho "imagina, você só está um pouquinhoooo acima do peso, mas nem dá para notar direito". E por ai vai.
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O outro tipo é aquele maldoso, aquele usado para enganar o outro com vontade. Eu odeio esse tipo. Nunca gostei e não acho legal gente que mente o tempo todo. O engraçado é que algumas pessoas mentem tanto que, além de acabarem acreditando na própria mentira (creem no mundo de bob que elas inventam), se contradizem o tempo todo. Afinal, ou você é um mentiroso brilhante e inventa uma trama perfeita e bem concatenada, ou se dá mal (na gíria, "come bola"), que é o que acontece 95% das vezes.
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Eu tenho um colega que é assim: mente muito, toda hora, o tempo todo. Mentiras bobas, sem finalidade; mente por mentir. E, pior ainda, gosta de envolver terceiros na mentira (erggggg, isso é de matar). Sabe aquela pessoa que fala: "Eu disse para minha mãe que estou na biblioteca e estou aqui na sua casa; então, se ela ligar, diz isso ou aquilo". Pô, porque não fala a verdade, cidadão???? E não me envolve não, se vira aí.
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E, como tudo, tem sempre o outro lado da moeda: aquela pessoa que só diz a verdade. Haja o que houver, ela está ali para te dizer o que você precisa ouvir (mas, por certo, não quer). Conheci uma menina assim também; "não, não, não, nunca minto". Um dia, indo viajar para o exterior, o oficial da alfândega pergunta:

- "Essa mala é sua??"
- "Não, senhor!"

E aí? Ficou três horas na alfandêga, foi bombardeada com mil perguntas (pois, se não é dela, alguém deu a mala para ela embarcar e poderia ser tráfico, etc.) e, portanto, perdeu o voo. Isso porque pergou a mala emprestada com uma prima... ai já é DEMAIS...rsrs.
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Bom finde!!
Ju.

19 de abril de 2009

Vivendo e Aprendendo

Oi, pessoal!

Hoje é domingo, dia de trabalho por aqui! Preguiça danada!

Resolvi escrever uns posts sobre coisas da vida que ando aprendendo. Dois tipos: coisas realmente relevantes de um lado e, do outro, descobertas não muito profundas, mas sabe aquelas coisas que, apesar de não causarem grande revolução na nossa vida, ficamos felizes em saber e aumentamos nossa lista de cultura inútil? Pois é!

Para o primeiro post da série, venho falar sobre um assunto que infelizmente adoro: COMIDA! ;)

Antes de chegar aqui, tinha feito arroz poucas vezes. Aparentemente fácil, fazer arroz é uma das coisas mais chatinhas até vc. pegar o jeito de quantas xícaras de água para cada de arroz, etc. Aqui em casa utilizamos arroz de saquinho, quando achamos no mercado - muito práticos, maravilhosos. Agora comprei arroz integral (eu não sabia, mas em inglês chama brown rice), que são mais trabalhosos para fazer.

Minha amiga brasileira, a Jurema, chegou aqui na mesma situação que eu. Ela é da região nordeste (adoro esse pessoal) e casou com um inglês; eles moram a 10 min da minha casa. A Ju está aprendendo a cozinhar também e veio me pedir para explicar como fazia arroz. Repassei meus conhecimentos teóricos para ela e ela foi testando lá. Segundo ela, o primeiro ficou mega papado, o segundo também e, aos poucos, foi melhorando.

Outro dia fui almoçar na casa da Ju e levei um SUSTO! Ela não estava fazendo o arroz como ensinei; na verdade, ela colocou muito mais água do que manda o scrip (o arroz ficava tipo um "sopão"). Perguntei de onde ela tinha tirado aquilo! Ela me contou que o marido dela fazia assim e ficava ótimo. V. coloca muito mais água e vai provando o arroz. Depois que estiver macio, v. escorre a água e pronto. Importante: nós fazemos com água quente; não sei se com água fria dá o mesmo resultado.

Experimentei aqui em casa: gente, fica PERFEITO!!!! Não sei se na Inglaterra todo mundo faz arroz assim, mas fica muito mais soltinho do que do nosso jeito (mesmo depois que está na geladeira)! Vou testar agora com o integral, vamos ver!

Fica aí a dica para quem não conseguiu até hoje fazer um arroz soltinho e sem papa :)
Observação: Gente, eu SEI fazer arroz. Só achei esse método muito bom porque: (i) 100% das vezes o arroz fica mais soltinho, mesmo depois de ir para a geladeira, (ii) fica menos gorduroso. Resolvi escrever sobre isso aqui como uma dica para quem não acertou o ponto ainda!

Bjs e bom domingo!

Ju