30 de março de 2010

Estou na área

Gente, tô sumidassa, eu sei! Me perdoem, mas tenho excelentes motivos! Estou com visitas do Brasil (obaaaa). Família super querida veio nos ver, MUITO BOM!! E, além disso, estou SUPER enrolada com meus estudos.

Por esses motivos, ando totalmente sem tempo para escrever e para responder aos emails que algumas pessoas me enviaram; sorry! Aos poucos vou tentando colocar a casa em ordem (muito lentamente, pois o período só termina no final de abril...até lá, ralação intensa).

Assim que tiver um tempinho volto para contar coisas novas para vocês (e vou respondendo aos emails, devagar e sempre).

Bjs, Ju.

11 de março de 2010

As várias faces da mentira

Mentir ou não mentir, eis a questão. Bom, na minha cabeça a coisa funciona da seguinte forma: existem dois tipos de mentira: a mentira "branca", vamos chamar assim, que é aquela usada para não magoar os outros ou para faltar o trabalho naquele dia em que você levantou com o pé esquerdo, por exemplo. Essa todo mundo já contou, tenho certeza.
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Eu acho aceitável esse tipo (com limites), pois não dá para ser SUPER SINCERO o tempo todo, né? Imagina, uma amiga pergunta, quase depressiva "Tô gorda?" e você responde "Sim, tá péssima, vai correndo fechar essa boca pelo amor de Deus"??? Não... você fala com jeitinho "imagina, você só está um pouquinhoooo acima do peso, mas nem dá para notar direito". E por ai vai.
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O outro tipo é aquele maldoso, aquele usado para enganar o outro com vontade. Eu odeio esse tipo. Nunca gostei e não acho legal gente que mente o tempo todo. O engraçado é que algumas pessoas mentem tanto que, além de acabarem acreditando na própria mentira (creem no mundo de bob que elas inventam), se contradizem o tempo todo. Afinal, ou você é um mentiroso brilhante e inventa uma trama perfeita e bem concatenada, ou se dá mal (na gíria, "come bola"), que é o que acontece 95% das vezes.
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Eu tenho um colega que é assim: mente muito, toda hora, o tempo todo. Mentiras bobas, sem finalidade; mente por mentir. E, pior ainda, gosta de envolver terceiros na mentira (erggggg, isso é de matar). Sabe aquela pessoa que fala: "Eu disse para minha mãe que estou na biblioteca e estou aqui na sua casa; então, se ela ligar, diz isso ou aquilo". Pô, porque não fala a verdade, cidadão???? E não me envolve não, se vira aí.
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E, como tudo, tem sempre o outro lado da moeda: aquela pessoa que só diz a verdade. Haja o que houver, ela está ali para te dizer o que você precisa ouvir (mas, por certo, não quer). Conheci uma menina assim também; "não, não, não, nunca minto". Um dia, indo viajar para o exterior, o oficial da alfândega pergunta:

- "Essa mala é sua??"
- "Não, senhor!"

E aí? Ficou três horas na alfandêga, foi bombardeada com mil perguntas (pois, se não é dela, alguém deu a mala para ela embarcar e poderia ser tráfico, etc.) e, portanto, perdeu o voo. Isso porque pergou a mala emprestada com uma prima... ai já é DEMAIS...rsrs.
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Bom finde!!
Ju.

8 de março de 2010

Lugares bacanas: BARASTI

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Oi, pessoal. O Barasti é um bar a beira-mar muito aconchegante, que fica na Al Sufouh Road, dentro do Le Méridien Mina Seyahi. Tem uma área fechada, com tvs e mesas e, do lado de fora, eles colocaram umas mesinhas ao ar livre, uma delícia!
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Lá você pode ir à tarde para beber uma cervejinha vendo o por do sol e escutando um som bacana ou ir à noite para curtir a noitada (nunca fui, mas parece que eles colocam um DJ e fica tipo uma boate).
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Coloquei umas fotinhos para vocês terem uma noção de como é o lugar...Muito bacana, vale à pena conferir, mesmo para quem não é muito fã de bebida!

Abraços, Ju.

22 de fevereiro de 2010

Indo ao ginecologista em Dubai

Confesso que adiei o máximoooo que pude, pois a idéia de ir ao ginecologista nos Emirados estava me deixando um pouco tensa. Ultrapassado o medo tendo em vista a necessidade, vamos lá! Fui a uma médica alemã indicada por uma brasileira.
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Consulta às 15:00, chego 15:10 (me perdi) e sou atendida 15:12 (nossa, que delícia!!! no Brasil eu mofava 3h, no mínimo). A enfermeira me pesa, avalia minha pressão, verifica minha temperatura. Cinco minutos depois, estou com a médica. Muita simpática, conversamos sobre meu passado, meu presente, etc.
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A salinha de exame dela fica ao lado, vou para lá. Ai que começa o PROBLEMA. Diferente do Brasil, aqui você tira a parte de baixo da roupa e fica lá, livre, leve e solta...rsrrs. Nem um aventalzinho eles te dão para tentar dar uma "quebrada no clima". Aí, desse jeito, você senta numa cadeira igual de dentista (não cama como no Brasil); a médica chega, faz a ultra sonografia e o exame, sem nenhum lençol separando o paciente da médica, nada. Ou seja, você fica de cara para a médica, vendo tudo (e a enfermeira também). Horroroso e constrangedor. Depois disso, você coloca a roupa e vai conversar com ela.
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Conversa vai, conversa vem, ela pede alguns exames de sangue. Ao contrário do Brasil, a própria médica colheu o sangue, ali mesmo. Achei isso o MÁXIMO!!!! Sem aquela chatice de ter que ir outro dia na laboratório, etc. Tá, fiquei assustada quando ela colocou o elástico e, em pé, apoiou meu braço na perna dela...ou seja, qualquer bobeada, sabe-se lá onde aquela agulha ia parar (meu braço ficou roxo até).
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RESUMO DA ÓPERA:
(-) O preventivo em si prefiro o jeito do Brasil, pois é menos constrangedor. Além disso, estranhei o fato dela não ter examinado a parte superior. Mas no final da consulta ela me disse que faria isso na próxima consulta (?).
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(+) Achei bárbaro o fato de fazermos a ultra e o exame de sangue ali mesmo; economiza um tempo enormeeee! Sei que no Brasil alguns consultórios também fazem ultra, mas são exceção. Amei também não ter que esperar 3h para ser atendida.
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Outra coisa curiosa: essa brasileira que me deu a indicação me disse que já é a quarta médica que ela tenta; as anteriores tinham um jeito estranho de examinar, pois nem tocavam na paciente (??)....vai entender!

Bjs, Ju.

11 de fevereiro de 2010

"Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval"

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"O carnaval, o carnaval. Vai passar...".
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Em algum lugar do mundo vai passar, menos aqui. Nenhum sinalzinho de carnaval, uma pena. Não que eu seja SUPER FÃ do carnaval em si, nem tanto. Explico o motivo: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Em outras palavras: ou você viaja ou você fica. Se viajar: de carro, horas e horas de engarrafamento, lugares cheios, preços lá em cima. Se ficar, cidade lotada, praia insuportável, bloquinhos na rua (erggg).

Nos últimos dois carnavais que passei no Brasil, eu fiquei no Rio. Nossa, não gostei muito não. Eu juro que eu tento gostar daqueles bloquinhos de rua, sempre me forço a ir. MAS NÃO ROLA MESMO. Festa estranha com gente esquisita, lotado, galera aloprada, ahhh... Não. Definitivamente, não é minha praia.

desfilei no sambódromo há muitos anos e amei. Confesso que tenho muita vontade de repetir a dose, acho que vou gostar. Outra coisa que acho que poderia ser bacana é o carnaval em Salvador (nunca fui). Tudo bem, aquela muvucada, roubo de abadá, entre outras coisas, me dão medo só de pensar. Mas gosto da música (nem todos são perfeitos, rsrs) e adoro dançar; Salvador me passa esse clima. Posso estar enganada.

A verdade é que sempre gostei do efeito que o carnaval causa nas pessoas (assim como no fim do ano). As pessoas ficam alegres, descontraídas; gosto disso. Sinto falta disso...Mas, quem sabe, um dia, afinal, teremos direito "a uma alegria fugaz, uma ofegante epidemia que se chamava carnaval, o carnaval, o carnaval"*. .


Bom carnaval para vocês. Juízo! :)

*"Vai passar", Chico Buarque. Adorooo!!!

4 de fevereiro de 2010

Indignada!

Como "nem tudo sao flores", tem horas que da vontade sair correndo e pegar o primeiro voo para o Brasil.

Estou irritada...vou contar o ocorrido: eu precisava enviar uma carta pelo correio (para atender à uma burocracia daqui, claro). Ja falei isso antes e repito: nossos Correios estão a anos luz na frente do que acontece aqui.

Para mandar tal carta, preciso: de um selo e de uma caixa daquelas de por correspondências, sabe? Perto da minha casa tem a caixa, mas não tem selo. Na faculdade, tem o selo, mas não tem a caixa (que inteligente!). E esse selo que eles vendem ninguém sabe se vale ou não. Na dúvida, vamos ao Post Office. No post office você compra o selo e coloca na caixa vermelha do lado de fora (não é como no Brasil que ja vai direto).

Hoje tenho aula às 18h, entao pensei: vou sair às 16h30, passar no Post Office (meio do caminho) e depois vou para a aula (distancia total uns 5 km). Beleza. Pego um taxi e dou de cara na porta: cheguei às 16h50 e fechava às 16h...OTIMO! Como eu poderia saber? Ah, olhando no site, né? Fiz isso, mas cada post office tem um horario específico de funcionamento e, além disso, não é possível identificá-los (i.e., no site fala "Post office florzinha", sem endereço. Você tem que deduzir que o florzinha fica em Ipanema e não em Duque de Caxias).

Ok. Entao vou para a aula. Cadê o taxi??? NAO TEM. Nesse horário é quase impossível achar um vazio. Solução? Ir andando (nao rola, a cidade não tem calçadas) ou buzão, sendo que o ponto estava a milhas de distância (aqui só para no ponto, não é essa zona verde e amarela). Para melhorar o cenário, está rolando uma pré-tempestade de areia na cidade hoje.

Quase uma hora depois estou na facul, toda suada, com cabelo duro de tanta AREIA e com a carta na mão....ERGGGGGGGGG!!!!!!!!!!!!!!!!