21 de abril de 2010

Televisão em Dubai

Sempre que vejo tv penso "quero falar sobre isso no blog" e depois esqueço...

A maioria do pessoal que assiste TV aqui tem uma assinatura de tv à cabo (então não sei como funciona caso você não tenha tal assinatura). Com um pacote intermediário, se tem acesso a uns 200 canais. Quantos prestam?? Hummm...cinco??

Os pacotem variam, mas a maioria inclui vários canais internacionais tipo BBC, CNN, MGM, Discovery, etc. Os canais de notícias passam news internacionais com foco no Oriente Médio. Todos passam em inglês (com legenda em árabe) ou em árabe (inglês com legenda em inglês nunca, infelizmente).
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Dos 200, uns 70% são canais dessa região, em árabe, sem proveito para nós. Me falaram que outro dia acharam até a novela "Terra Nostra", dublada em árabe. Imagina, aquele casal Giuliana e Matheu já eram chatos em português, em árabe então ninguém aguenta!! rs.

Acho que já falei isso antes, mas repetindo: a maioria dos canais censura os filmes. O que quer dizer que as cenas mais picantes (= leia-se desde um beijo sem graça até onde o céu é o limite). Ou seja, se você está assistindo um filme no qual saber se o tal beijo realmente aconteceu IMPORTA, ferrou! Você nunca vai saber.

Quer ver um exemplo? Sabe aquele filme com Hugh Grant, que ele é primeiro ministro, e também tem o Rodrigo Santoro? Em inglês chama "Love Actually". Eu já tinha visto no Brasil, mas meu marido não. Ele não entendeu quase NADA do filme, que foi totalmente cortado aqui. Aquele casal então que faz filme pornô só aparece no final do filme e ninguém entende de onde eles surgem. Enfim...

Tenho mais coisa para falar, mas o post já está muito grande! Continua...

ps.: Quero ver "Chico Xavier"!!!! :(

11 de abril de 2010

Vai um chicletinho?

Casa cheia, passeios turísticos, muita diversão. Pela primeira vez desde que cheguei recebi visitas e AMEI. Foi muito bom ter um pedacinho da família por perto.
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No último dia, eu sugeri que fóssemos dar uma volta de metrô. Sei que o pessoal do Rio anda de metrô para cima e para baixo, no geral, mas é que o daqui é diferente, tem uma vista bacana. Então, vamos lá!
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Entramos na estação Nakheel; metrô vazio, podemos ficar bem à vontade. Muitos risos, muitas fotos, uma diversão só. Nosso erro: esquecer onde estávamos. Enfim, felizes estávamos e a espertona aqui resolveu oferecer chicletinho "para a galera".
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Beleza; mais uns minutinhos e resolvi beber uma água - sempre ando com uma garrafinha d'água na bolsa aqui; não sei o que acontece, mas o clima aqui dá uma sede danada. Dei um gole e meu marido me lembrou que era proibido beber água no metrô (Hã??? Isso mesmo! Quando vierem aqui, nada de aguinha, mesmo no calor de 50 graus).
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Ok, guardei a água. Logo depois chegou uma funcionária do metrô (ufa! quase me pegou com a água); árabe, vestindo abaya. Nos pediu o cartão de embarque. Eu e minha cunhada demos e ela não nos devolveu... hum, estranho. Nesse momento, surge um diálogo entre nós:
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- Vocês não podem mascar chicletes no metrô (se referindo a nós duas).
- Sério? Poxa, desculpa, não sabíamos. Ah, então vamos jogar fora imediatamente, sem problemas ( fui pegando um papel e jogamos fora no ato). Ah, OK, obrigada, hein!
- Acho que você não entendeu!
- O quê?
- Não pode mascar chicletes aqui. E vocês terão que pagar uma multa de AED100 cada.
- Hããã??????????????????
(a moça "simpática" repete o mantra).
- Tá, e onde está escrito isso?
- Ali ó (apontando para a placa de proibido comer e beber).
- Bom, que eu saiba, mascar chiclete não é COMER, muito menos BEBER.
- É a mesma coisa que comer.
- Na minha opinião não é. Ninguém se alimenta de chichete e, muito menos, engole chichete (lado advogada aflorando).
- Mas vocês vão ter que pagar. Quero uma identidade.
- Olha só. Você nos avisou e jogamos fora. Ou seja, uma advertência. Você não pode nos multar; primeiro que não tem placa dizendo que é proibido. Segundo, que somos turistas, não sabíamos...temos o direito a uma primeira advertência antes da penalidade.
- Não, vocês tem que pagar. Não posso abonar... (blá blá blá). Vão ter que ir comigo até a próxima estação.
(por fim)
- Ok, quero falar com seu superior.
- Tudo bem. Ele fica na estação do Emirates Mall.
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Lá fomos nós falar com o sujeito. Tentávamos parecer bem "gente boa" e tal. Conversa vai, conversa vem; tinha ou não tinha aviso, etc., etc. Resumindo, depois de MUITO conversar (=20 min), eles resolveram abonar uma das multas. Pagamos, revoltados, apenas uma.
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Ficamos meio frustrados, confesso. É revoltante. Não havia informação clara; não foi dada uma advertência. Se a cidade quer virar um ponto turístico, tem que mudar o jeito de lidar com essas situações...
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Enfim, aí fica a dica! Nada de água, chicletes ou comida no metrô!
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Abs, Ju.

30 de março de 2010

Estou na área

Gente, tô sumidassa, eu sei! Me perdoem, mas tenho excelentes motivos! Estou com visitas do Brasil (obaaaa). Família super querida veio nos ver, MUITO BOM!! E, além disso, estou SUPER enrolada com meus estudos.

Por esses motivos, ando totalmente sem tempo para escrever e para responder aos emails que algumas pessoas me enviaram; sorry! Aos poucos vou tentando colocar a casa em ordem (muito lentamente, pois o período só termina no final de abril...até lá, ralação intensa).

Assim que tiver um tempinho volto para contar coisas novas para vocês (e vou respondendo aos emails, devagar e sempre).

Bjs, Ju.

11 de março de 2010

As várias faces da mentira

Mentir ou não mentir, eis a questão. Bom, na minha cabeça a coisa funciona da seguinte forma: existem dois tipos de mentira: a mentira "branca", vamos chamar assim, que é aquela usada para não magoar os outros ou para faltar o trabalho naquele dia em que você levantou com o pé esquerdo, por exemplo. Essa todo mundo já contou, tenho certeza.
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Eu acho aceitável esse tipo (com limites), pois não dá para ser SUPER SINCERO o tempo todo, né? Imagina, uma amiga pergunta, quase depressiva "Tô gorda?" e você responde "Sim, tá péssima, vai correndo fechar essa boca pelo amor de Deus"??? Não... você fala com jeitinho "imagina, você só está um pouquinhoooo acima do peso, mas nem dá para notar direito". E por ai vai.
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O outro tipo é aquele maldoso, aquele usado para enganar o outro com vontade. Eu odeio esse tipo. Nunca gostei e não acho legal gente que mente o tempo todo. O engraçado é que algumas pessoas mentem tanto que, além de acabarem acreditando na própria mentira (creem no mundo de bob que elas inventam), se contradizem o tempo todo. Afinal, ou você é um mentiroso brilhante e inventa uma trama perfeita e bem concatenada, ou se dá mal (na gíria, "come bola"), que é o que acontece 95% das vezes.
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Eu tenho um colega que é assim: mente muito, toda hora, o tempo todo. Mentiras bobas, sem finalidade; mente por mentir. E, pior ainda, gosta de envolver terceiros na mentira (erggggg, isso é de matar). Sabe aquela pessoa que fala: "Eu disse para minha mãe que estou na biblioteca e estou aqui na sua casa; então, se ela ligar, diz isso ou aquilo". Pô, porque não fala a verdade, cidadão???? E não me envolve não, se vira aí.
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E, como tudo, tem sempre o outro lado da moeda: aquela pessoa que só diz a verdade. Haja o que houver, ela está ali para te dizer o que você precisa ouvir (mas, por certo, não quer). Conheci uma menina assim também; "não, não, não, nunca minto". Um dia, indo viajar para o exterior, o oficial da alfândega pergunta:

- "Essa mala é sua??"
- "Não, senhor!"

E aí? Ficou três horas na alfandêga, foi bombardeada com mil perguntas (pois, se não é dela, alguém deu a mala para ela embarcar e poderia ser tráfico, etc.) e, portanto, perdeu o voo. Isso porque pergou a mala emprestada com uma prima... ai já é DEMAIS...rsrs.
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Bom finde!!
Ju.

8 de março de 2010

Lugares bacanas: BARASTI

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Oi, pessoal. O Barasti é um bar a beira-mar muito aconchegante, que fica na Al Sufouh Road, dentro do Le Méridien Mina Seyahi. Tem uma área fechada, com tvs e mesas e, do lado de fora, eles colocaram umas mesinhas ao ar livre, uma delícia!
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Lá você pode ir à tarde para beber uma cervejinha vendo o por do sol e escutando um som bacana ou ir à noite para curtir a noitada (nunca fui, mas parece que eles colocam um DJ e fica tipo uma boate).
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Coloquei umas fotinhos para vocês terem uma noção de como é o lugar...Muito bacana, vale à pena conferir, mesmo para quem não é muito fã de bebida!

Abraços, Ju.

22 de fevereiro de 2010

Indo ao ginecologista em Dubai

Confesso que adiei o máximoooo que pude, pois a idéia de ir ao ginecologista nos Emirados estava me deixando um pouco tensa. Ultrapassado o medo tendo em vista a necessidade, vamos lá! Fui a uma médica alemã indicada por uma brasileira.
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Consulta às 15:00, chego 15:10 (me perdi) e sou atendida 15:12 (nossa, que delícia!!! no Brasil eu mofava 3h, no mínimo). A enfermeira me pesa, avalia minha pressão, verifica minha temperatura. Cinco minutos depois, estou com a médica. Muita simpática, conversamos sobre meu passado, meu presente, etc.
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A salinha de exame dela fica ao lado, vou para lá. Ai que começa o PROBLEMA. Diferente do Brasil, aqui você tira a parte de baixo da roupa e fica lá, livre, leve e solta...rsrrs. Nem um aventalzinho eles te dão para tentar dar uma "quebrada no clima". Aí, desse jeito, você senta numa cadeira igual de dentista (não cama como no Brasil); a médica chega, faz a ultra sonografia e o exame, sem nenhum lençol separando o paciente da médica, nada. Ou seja, você fica de cara para a médica, vendo tudo (e a enfermeira também). Horroroso e constrangedor. Depois disso, você coloca a roupa e vai conversar com ela.
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Conversa vai, conversa vem, ela pede alguns exames de sangue. Ao contrário do Brasil, a própria médica colheu o sangue, ali mesmo. Achei isso o MÁXIMO!!!! Sem aquela chatice de ter que ir outro dia na laboratório, etc. Tá, fiquei assustada quando ela colocou o elástico e, em pé, apoiou meu braço na perna dela...ou seja, qualquer bobeada, sabe-se lá onde aquela agulha ia parar (meu braço ficou roxo até).
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RESUMO DA ÓPERA:
(-) O preventivo em si prefiro o jeito do Brasil, pois é menos constrangedor. Além disso, estranhei o fato dela não ter examinado a parte superior. Mas no final da consulta ela me disse que faria isso na próxima consulta (?).
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(+) Achei bárbaro o fato de fazermos a ultra e o exame de sangue ali mesmo; economiza um tempo enormeeee! Sei que no Brasil alguns consultórios também fazem ultra, mas são exceção. Amei também não ter que esperar 3h para ser atendida.
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Outra coisa curiosa: essa brasileira que me deu a indicação me disse que já é a quarta médica que ela tenta; as anteriores tinham um jeito estranho de examinar, pois nem tocavam na paciente (??)....vai entender!

Bjs, Ju.